segunda-feira, 28 de março de 2011

Intimidade

Sou um cético quando o assunto é amizade sincera entre homens e mulheres. Na maioria esmagadora das vezes, alguém pode pegar alguém em algum momento.

Você acha que não tem nada a ver? Então, dorme de conchinha com o seu amigo(a).

No entanto, é possível encontrar exceções, como é o meu caso com Violeta. Quando a relação é isenta de segundas intenções, é possível registrar um diálogo de pura intimidade como este:

VIOLETA: Voltou quando da Irlanda?

EU: Há poucas semanas.

VIOLETA: Você está muito magro. Lá não tinha comida, não? Passou fome?

EU: Estou no peso ideal.

VIOLETA: Sei não. Homem magro demais parece doente.

EU: Olha quem fala. Você tá pele e osso.

VIOLETA: Tô nada. Estou gostosa.

EU: Tá magrela e com os peitos caídos. Já está segurando uma caneta embaixo dos seios?

VIOLETA: Pior que estou.

EU: É a idade.

VIOLETA: É ruim, hein? Tô com vários gatinhos me cercando.

EU: Seu gosto é duvidoso. Lembro de um casinho seu que era mais peludo que o Tony Ramos. Parecia o Chewbacca.

VIOLETA: Pior que era. Você casa quando?

EU: Quando eu ficar rico.

VIOLETA: Ih, tá ferrado. Vai ficar para titio. Coitada da menina.

EU: Olha a suja falando do mal-lavado.

Rimos horrores.

VIOLETA: Que bom que você voltou. Tava com saudade.

EU: Eu também.



QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, que momento fofo, meigo e mimoso. He-Man não vai ficar rasgando seda, mas são momentos tolinhos como esse que tornam as pessoas especiais. Aproveite-os! Amiguinho, programe o seu tempo para não fazer as suas coisas às pressas. Até a próxima!!!

sábado, 19 de março de 2011

As aventuras de John Wayne

Esta é uma história (real, óbvio) para que as pessoas não reclamem mais dos seus nomes de batismo. Veja como uma homenagem pode virar uma maldição na vida de um indivíduo.

Era um vez, há 20 e poucos anos, em um cartório na Baixada Fluminense...

PAI: Boa tarde!

ESCRIVÃO: Boa tarde! Tudo bem com o senhor?

PAI: Tudo na santa paz.

ESCRIVÃO: Então, como é o nome da criança?

PAI: John Wayne [sobrenome].

ESCRIVÃO: Hein?

PAI: John Wayne, meu filho. O cowboy dos filmes.

ESCRIVÃO: Quem?

PAI: Anota aí, rapaz: John Wayne [sobrenome].

ESCRIVÃO: Errr... o senhor manda.

Rio de Janeiro, 20 e poucos anos depois...

EU: Opa, como vai? Douglas. Prazer.

INFELIZ: Joene. Prazer.

EU: Hein?

INFELIZ: Longa história...

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, o Homem Mais Poderoso do Universo é compreensivo com os pais que querem destacar os seus pimpolhos entre milhões de Joões, Josés, Pedros e Felipes. Mas se rolar uma criatividade, pelamordedeus, anota o nome certo do ídolo. Não deixa na cultura geral do escrivão, ouj o cara pode entrar no time do Athirson, Fellype Gabriel, Richarlyson e Maicossuel. Joene (aka. John Wayne) que o diga. Amiguinho, gula é feia e faz mal à sua saúde. Até a próxima!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Adivinha, doutor, quem tá de volta na praça!

Pois é, voltei! I'm back! O bom filho à casa torna.

Segundo o comentário de LEE em outro post, "definitivamente, você combina muito mais com o calor do Rio do que com o frio da Irlanda". Fiquei encucado. Será? Não sei mais. Me adaptei rápido à Ilha Esmeralda. Acho que me adapto bem a qualquer lugar. Agora, sinto um vazio esquisito. Acho que MARIA estava certa, eu sou um cara enraizado.

Enfim, voltei. E compreendi como nunca o que Tom Jobim quis dizer quando escreveu a música abaixo.


sexta-feira, 4 de março de 2011

A canção da vingança

Ah, a vingança. Troco. Revanche. Vendeta. O prato a ser servido frio. A inspiração para tantas tragédias gregas. O combustível de A Noiva para sobreviver e matar Bill. A motivação de Conan, o Bárbaro. O rancor em ação. Enfim, uma das características mais humanas entre todas as possíveis e o principal ingrediente da história de Clementina, grande amiga minha e bem gata, por sinal.

Mas, a história de Clementina começou com outro ato muito humano: a traição.

Após seis anos de namoro, nossa heroína descobriu que seu namorado estava pulando a cerca. Ela não contratou detetives, não pegou o cara com a boca na botija, não ouviu fofocas ou desconfiou de algum comportamento suspeito. Clementina achou tudo no Facebook.

Breve resumo do caso: por conta do seu trabalho, Aderaldo (o namorado sapeca) viajava muito. Eram semanas (ou até meses) em Angola, México, Moçambique, Venezuela e onde mais houvesse um empreendimento da sua empresa. Clementina aprendeu a lidar com a situação e segurava a barra durante os períodos de distância. Chegou até a se acostumar. Pronto. É isso.

Só que um belo dia, uma amiga lésbica de Clementina estava flertando com uma modelo mexicana. Como é muito comum hoje em dia, elas se "adicionaram" no Facebook. Para a surpresa de todos, foram descobertas fotos de Aderaldo entre beijos e abraços com a menina da terra do Chaves.

Caceta, tá certo que o cara deu um mole monstruoso ao se deixar fotografar, mas que azar, hein? O cidadão ciscou fora do terreiro lá na capital do México e foi descoberto no Rio de Janeiro através do Facebook. Rede social é fogo!

No mesmo dia, Clementina soube do caso e apurou detalhes. Terminou o relacionamento, entrou em depressão, chorou litros e perdeu 8 ou 9 quilos.

Amiga leitora, quer emagrecer? Descubra que está sendo traída.

Enganada e deprimida, Clementina deixou brotar em seu coração abatido a semente da vingança. Aderaldo seria punido em seu orgulho de macho. O telefone dele tocou e era ela.

- Quero que você saiba uma coisa, seu babaca. Lá na academia tem um gatinho que está me cantando há meses. Eu nunca dei bola, mas agora vou dar bola e muito mais. Vou sair com ele e vou deixar ele me comer de todas as formas possíveis e imagináveis. Vou fazer compras na sex-shop e dar para ele dos jeitos que eu nunca dei para você. Vou fazer o cara quicar e bater no teto. Tchau!

- Clementina, peraí. Vamos convers...

Desligou!

De fato, ela saiu com o "gatinho da academia". Realmente, ela deu para ele. A parte tragicômica da vingança é que quando ela disse que queria ser comida de todos os jeitos possíveis, o cara ficou intimidado e não conseguiu. Diante de tal pedido, ele ficou tímido.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, na qualidade de Homem Mais Poderoso do Universo, He-Man não tem medo de nada. Na verdade, quase nada. He-Man tem um leve medinho de mulher traída. Pois é, quando quer se vingar, a mulher enganada fica criativa de um jeito que Deus me livre. Bom, com a proximidade do Carnaval e o advento das redes sociais, He-Man prevê que vários relacionamentos vão por água abaixo por causa de fotos indiscretas. A lição é: anda na linha, amiguinho. E evite câmeras. Ah, e falando no carnaval, que invenção dos infernos é essa espuminha, hein? Até a próxima!!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pílulas de alegria vencidas


"Sometimes I feel like I don't have a partner. Sometimes I feel like my only friend"…

Em uma das suas músicas mais populares, o Red Hot Chili Peppers sintetiza a solidão que todo ser humano já sentiu em algum instante da sua vida. Mais explícito sobre a tristeza, Cazuza foi sintético: "eu ando tão down". Eu sinto invejinha deste pessoal que fica jururu e escreve versos memoráveis. Tem gente que chora. Tem gente que se isola. Tem gente que escreve. Gosto deste último grupo.

Ficar triste é fácil. Ficar triste e produtivo é respeitável. Admiro o cara que converte sua melancolia em algo inspirador, algo edificante – mesmo que involuntariamente. Mas antes, peraí: favor não confundir a doce amargura de um momento com a desgraça depressiva da Maysa-way-of-life.

Ops! Eu me refiro à falecida cantora Maysa e não à criança-prodígio-cachinhos-dourados Maysa. Aliás, esta segunda Maysa ainda existe? Ando muito por fora.

Ficar macambúzio é um direito pessoal e intransferível. Eu desconfio de pessoas que estão sempre felizes e sorridentes. Tenho receio de figuras saltitantes em tempo integral. Nada contra a alegria alheia, mas me sinto mais confortável perto de pessoas que são entusiasmadas, mas que também confessam suas próprias angústias. Sinto mais autenticidade neles. Ainda no campo musical, Frejat acertou na mosca: "E que você descubra / Que rir é bom /Mas que rir de tudo / É desespero".

Assim como todo sentimento, a tristeza é um combustível, uma energia. Você pode usá-la de duas formas: para seguir ainda mais para o fundo do poço ou para voltar à superfície e contemplar a luz do sol (mesmo que o seu dia ainda esteja nublado). Você escolhe, mas acredito que não há opção errada neste caso. Sinceramente.

Sim, escrevo estas linhas sorumbático. Não importa a razão, causa ou consequência. É assim que me sinto. Como eu disse lá no primeiro parágrafo, " tem gente que chora. Tem gente que se isola. Tem gente que escreve. Gosto deste último grupo". Vou te contar um segredo: quando fico macambúzio, eu me sinto mais inspirado a escrever. Estou longe da patota dos grandes poetas e compositores da melancolia, mas eu pergunto: "e daí?". Vai que você lê isso e gosta. Minha tristeza já valeu a pena.


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, tá tristinho, é? Ai, meu canário, lá vamos nós de novo. Vem cá e cola a sua cabecinha atribulada no ombro musculoso do Homem mais Poderoso do Universo. Aprenda uma lição. Já que você iniciou seu texto com música, lembre-se do título de uma canção do grande Dire Straits: "Why Worry?". Sacou? Para que se preocupar? Titio He-Man fica feliz com a forma que você expressa a sua amargura, mas peraí, né? "Malandragem, dá um tempo". "Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Curta esses seus momentos de deprê, mas muda logo este disco. Aproveita que o Carnaval se aproxima e vai escutar Ivete Sangalo. Tira o pé do chão! U-hu! Amiguinho, ser sincero é uma coisa. Ser grosso e inapropriado é outra. Tenha bom senso antes de dizer algo negativo. Até a próxima!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quatro meses


No comecinho de fevereiro, completei quatro meses de Dublin. O inglês está melhor, não passo mais tantos perrengues no dia a dia e já me acostumei com o sotaque Irish. Neste período, já deu para constatar alguns aspectos locais. Saca só:

1. É fascinante morar em um país onde a polícia não usa armas de fogo. Os guardas usam sprays e eletrodos. Eles são loucos? Irresponsáveis? Despreparados? Não. É porque o índice de assalto à mão armada em Dublin é zero.

2. Drogas existem, mas não a Irlanda não tem o Comando Vermelho ou o Fernandinho Beira-Mar. Algumas bocas são conhecidas e alguns bairros são um pouco mais perigosos, mas nada alarmante.

3. O sistema de ônibus dublinense ainda me irrita. Se você perde um ônibus, precisa esperar mais 20 minutos, mais ou menos. Se precisar ir ao bairro ao lado, tem que pegar uma condução ao Centro e só depois pegar outro para o seu destino. As linhas só atendem trajetos que vão ao centro. Às 11 da noite, os ônibus ficam raros. Depois da meia-noite, só táxi.

4. Outro lance irritante é ter que avisar ao motorista do ônibus qual o seu destino e só assim saber o valor da passagem. Vem cá, e seu mudar de ideia no meio do caminho? E seu eu não souber o nome da rua para onde vou? Fala sério!

5. Por outro lado, o Luas (um tipo de metrô de superfície) e o Dart (trem) são ótimos: confortáveis, rápidos e seguros. O único problema é a questão do horário, que padece do mesmo mal dos ônibus.

6. O povo brasileiro é hospitaleiro, simpático, acolhedor, trabalhador, descolado e duro na queda. De verdade! Mas por que não pode ser educado como os gringos europeus? Meus conterrâneos me desapontam na questão de respeitar as pessoas, independentes das classes sociais. Por que temos que levar "vantagem" em tudo?

7. Lembra que eu mencionei que o povo irlandês bebe muito? Pois é, a moçada bebe mesmo. Quanto mais velho, mais bebem. As meninas também entornam. Não é novidade encontrar mocinhas com os quatro pneus para cima nas ruas do Centro da Dublin. O povo bebe "de com força". Um das razões do potencial manguaceiro do irlandês é a qualidade da cerveja. Cacete, a Guinness é sensacional! Que cerveja gostosa, cara! E você ainda pode optar pela Heineken, Carlsberg, Coors, Beamish, Smithwicks, Murphy's, Foster... O que mata é o preço da pint (copo de 500ml). No barato, você desembolsa 4 euros, o que dá uns 10 reais por copo. Facada, maluco!

8. "Tudo bem?" é universal. Você pergunta e a pessoa responde "sim", mesmo que não esteja bem. Os irlandeses preferem uma resposta menos otimista. "Tudo bem?", você pergunta. "Não tão mal" ("Not too bad"), eles replicam. Chega a ser engraçado. Pouco tempo depois, descobri que esta resposta é comum em todo o Reino Unido.

9. Em Dublin, conheci brasileiros de todos os tipos: gente que foi tentar a vida na Europa, estudantes e até imigrantes ilegais. Conheci um mineiro que está há dois anos na Irlanda e diz que só volta quando tiver dinheiro para comprar a sua casinha perto de BH. Também encontrei um garotão que entrou como estudante de inglês, mas declara que jamais pisou em uma aula. Ele está há 7 meses de férias, curtindo e viajando com o papai pagando a conta.

10. A Irlanda está numa pindaíba lascada. Já escrevi sobre isso, mas é bom reforçar. A economia local está se reerguendo e este processo leva tempo. Enquanto isso, o povo vai sofrendo com cortes de benefícios, queda nos salários e incertezas. Para você ter uma ideia do perrengue, em janeiro de 2011, cinco ministros e o Primeiro-Ministro (o cara que manda no país) pediram o boné. Infelizmente, a simpática Ilha Esmeralda é uma nau sem rumo.


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, análise de listas estão fora do meu job description. Vou aguardar um texto decente e depois comento. Inté!!!



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O mundo é seu

Acho que esse humilde bloguinho nunca ficou tanto tempo sem atualização. Mea culpa, mea maxima culpa. Desculpe!

Em "Jurassic Park", divertido filme do Spielberg de 1993, há uma cena em que o rabugento e cético Dr. Grant fica diante de um brontossauro pela primeira vez. Seu olhar de total surpresa e assombro diante do impossível é um dos melhores momentos da trama. Há poucos dias, eu compreendi como ele se sentiu.

Olha, juro que não sou um deslumbrado. É preciso muito para me derrubar o queixo. Pois diante do Big Ben, minhas pupilas dilataram, meu coração acelerou, minha boca ficou seca, minha mandíbula ficou mole, minhas pernas ficaram bambas e as palavras faltaram. Deu vontade de rir. Deu vontade de chorar. Deu dor de barriga. Tudo ao mesmo tempo agora.

Juro! Fiquei que nem o Dr. Grant diante do brontossauro.

Sabe quando você se vê em um contexto onírico? Quando você se vê em um cenário só conhecido em TV ou foto? Tá bom, de repente você está lá diante do "relojão" do Big Ben. Pouco depois, está na Abadia de Westminster, na Catedral de St. Paul, na Tower Bridge e por aí vai. Você está conhecendo o mundo.

Passei três dias intensos em Londres e me senti vivo como nunca. Foi como se a ficha caísse e eu finalmente descobrisse que há algo além do horizonte, além do fim do arco-íris. Sabe, o mundo é muito maior que o seu ou o meu quintal. Há tanta coisa a ser vista, a ser descoberta. Em algum lugar da sua janela, há algo que vai fazer o seu queixo cair. Cabe a você desligar a televisão e dar um jeito de chegar lá. Aposto que o seu brontossauro está em algum lugar do planeta.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, o Homem Mais Poderoso do Universos está sem muito saco para comentar os seus deslumbres, por mais esporádicos que sejam. Não vou nem me dar ao trabalho de levantar a espada e me transformar. Mas, vamos à moral da história. Lembre-se do que James Bond já mostrou: o mundo não é o bastante. Até a próxima!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vampiro Edward, não enche o meu saco!

Em algum momento de 2010, eu li um artigo no Globo que me chamou a atenção. O autor foi o JP Cuenca e o tema era o perfil do homem pós-2000 segundo a cultura pop. Resumidamente, ele indica fenômenos como "Crepúsculo" como referência para um tipo de macho mais low-profile e mais sensível. Não sei bem o porquê, mas este assunto me ocorreu novamente e decidi escrever sobre isso.

Enfim, acho que JP acertou na mosca. O macho do século XXI é um cara mais reservado e o cinema, música e literatura estão aí para registrar. A insuportável saga do Vampiro Edward, da songa-monga Bella e do Lobisomem-sem-camisa-que-eu-não-lembro-o-nome é um expoente desta corrente. Pegando um paralelo do próprio articulista, o vampiro deprimido de "Crepúsculo" em nada lembra a sensualidade de Jerry Dandrige ("A Hora do Espanto"), o hedonismo de Lestat ("Entrevista com o Vampiro") ou a curtição dos sanguessugas de "Garotos Perdidos". Edward vive se lamuriando enquanto Jerry, Lestat e os vampiros adolescentes da cidade de Santa Carla querem aproveitar cada segundo (ou gota de sangue) da sua divertida imortalidade.

Peço perdão aos fãs de "Twilight". Cada um com as suas drogas, mas não aturo o triângulo escaleno entre o vampiro magrinho, a garota com cara de sono e o índio marombeiro.

Na música, o movimento emo e seus seguidores chorosos me dão medo. Perto do NX Zero, Panic at the Disco e Restart, o (argh!) titio Bon Jovi é o Conan, O Bárbaro do rock'n'roll. Fico bolado por essa molecada que fica escrevendo poemas e degustando amores platônicos. Quer amor platônico? Quer realidade virtual? Compra uma Playboy de uma ex-Big Brother e pronto. Juntou os dois.

Ah, não ferra, né? Meu amor platônico é a Angelina Jolie. Isso sim é platônico, meu camarada. Eu aqui e ela a milhões de dólares de distância.

Na verdade, minha indignação não é contra o novo perfil sensível do homem moderno. Acho bacana o cara ser gentil, cavalheiro, culto e capaz de acompanhar a mulher amada no shopping lotado, mas tenhamos limites, né? Se há uma lição que aprendi com o querido sexo oposto é: mulher quer um homem carinhoso, bem-humorado e com pegada firme – daquelas que deixa a menina com princípio de asma e pernas bambas. O cara até pode ser "fofo" e levar para jantar em um lugar bonito, mas tem que ser capaz de jogar a guria contra a parede, puxar os cabelos e sussurrar "vem, gostosa". Duvido que o Vampiro Edward faça isso.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, mire-se no exemplo do todo-power He-Man: forte, musculatura invejável, sagaz e sempre com uma mensagem inteligente para você. Por essas e outras que a Teela e a Feiticeira comem na mão aqui do papai. A mulherada pós-2000 está mais exigente e mais inescrupulosa. O jogo está mais disputado e isso inibe uma boa parte dos meninos. Com as novas regras, os jogadores levam um tempinho para se adaptar e durante este período, surgem algumas bizarrices. Amiguinho, limpe sempre os pés antes de entrar em casa. Até a próxima!!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Síndrome de Charlie Brown

Adoro os desenhos do Snoopy. Um dos meus episódios favoritos é um em que o Charlie Brown se desespera ao perceber que logo a escola entrará nas férias de verão e ele ainda não disse oi para a sua amada Garotinha Ruiva. Durante toda a história, "Minduim" convive com o pânico de querer se aproximar, mas esbarra em uma timidez monstruosa. Na conclusão (momento spoiler), ele não consegue falar com ela, mas descobre uma cartinha da sua musa e encontra esperança e força para atravessar os meses de férias.

Além da ótima trilha sonora de jazz, o que eu mais gostava nos desenhos do Peanuts era a criatividade de mudar o happy-ending. O finais nem sempre eram felizes, mas eram repletos de motivação. Belo desenho esse.

Enfim, esta intro nostálgica serve para ilustrar a situação de Margarida, uma amiga portuguesa que fiz aqui na Irlanda.No primeiro semestre, nossa heroína conviveu com uma atração platônica por um garoto da sua universidade. Tão grande quanto o seu encantamento era a sua timidez. Com a proximidade do recesso das festas de fim de ano, a moça entrava em desespero, pois ela queria dar um jeito no problema antes das férias. Eis a grande semelhança com o drama do bom Charlie Brown..

O rapaz vinha do leste europeu, não estou ao certo se era romeno, búlgaro, tcheco ou polonês. Enfim, era lá daquelas bandas. Ele trabalha em um café na universidade e, segundo ouvi, também era um sujeito tímido. Vamos chamá-lo de Garotinho Ruivo.

De tanto frequentar a loja do Garotinho Ruivo, Margarida já poderia ter arrumado um problema cardíaco. Cada visita era um copão de café e olha que ela fazia isso umas três vezes por dia. Porém, nada dele perceber.

Certo dia, ela até esbarrou com ele no ponto de ônibus, mas travou e perdeu a oportunidade de puxar assunto. No entanto, decidiu fortemente que tomaria uma atitude no último dia de aula.

Dito e feito!

Mesmo sentindo as mãos tremerem, a boca seca, suor frio e dor de barriga, Margarida entrou na loja de café decidida. Pediu um capuccino, olhou bem nos olhos do Garotinho Ruivo e disse.

- Hoje é o último dia de aula. Vamos sair para beber e comemorar. Os alunos do curso, professores e funcionários vão e eu acho que você poderia ir também. Você faz parte do grupo, mesmo que indiretamente.

Aliás, este approach foi analisado e planejado por várias garotas juntas. Todas ajudaram Maragarida a arrumar um discurso elegante para chamar o Garotinho Ruivo para sair

- Claro. Obrigado. Onde vai ser? – ele respondeu.

- Ainda não sabemos. Você quer ir?

- Quero.

Margarida quase engoliu o coração.

- Então anota o meu telefone – ainda com as mãos trêmulas anotou o seu telefone em um guardanapo de papel. Garotinho Ruivo sorriu e o guardou no bolso da camisa.

O encontro aconteceu e eu fui testemunha. Alunos e funcionários fizeram uma procissão por diferentes pubs e encheram o pote no melhor estilo irlandês. No entanto, Garotinho Ruivo não ligou. Nem neste dia nem no Natal ou no ano novo. Margarida se sentiu a menina menos interessante de Dublin e foi afogar as mágoas em casa.

Em janeiro, as aulas recomeçaram e Margarida percebeu que Garotinho Ruivo estava no mesmo balcão de sempre. Decidiu não dar mais bola para esta situação. Como toda mulher deve ter aprendido após o filme "Ele não está tão afim de você", quando o cara quer, o cara liga. Nossa heroína desencanou.

- Ei! – ela ouviu e reconheceu a voz. Era o Garotinho Ruivo.

- Oi. Feliz ano novo – ela respondeu.

- Feliz ano novo. Olha só, acho que houve algum problema com o número que você me deu. Eu te liguei, mas atendia uma outra pessoa.

- Como assim?

- Olha aqui - Garotinho Ruivo sacou o guardanapo amassado e romanticamente guardado. Margarida leu o número e...

Glup!

Tal e qual as histórias do Charlie Brown, algo deu errado. Por culpa da tensão, da ansiedade ou do nervosimos, Margarida anotou o próprio número errado.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, no drama de Margarida e o seu muso Garotinho Ruivo, o que mais chama a minha suprema atenção é um raríssimo exemplo de união feminina. Tal manifestação de companheirismo de calcinhas é tão esporádico quanto a visita do cometa Halley ou um título da Inglaterra na Copa do Mundo. Enfim, nossa amiga portuguesa corre risco de fazer jus às inúmeras piadas envolvendo os seus primos lusos, mas ela está perdoada. Eu sei o efeito devastador que causo nos hormônios das pobres meninas. Eu entendo como elas ficam desnorteadas e abiloladas diante de seu objeto de desejo. Margarida tá perdoada. Não vale dizer "tinha que ser portuguesa". Amiguinho, ao cortar as suas unhas, não deixe pedacinhos pelo chão. Seja limpo, pô! Até a próxima!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A última faixa de um bom disco

Fiquei sabendo que a Modern Sound fechou as suas portas. Para quem não teve o prazer de conhecê-la, estou falando de uma das mais belas e interessantes lojas de discos que eu visitei. Curiosamente, soube do triste fato por Ruy Castro, um dos maiores apreciadores de música que já encontrei.

Tive o prazer de conhecer o Ruy Castro profissionalmente e pessoalmente. Dentre
outras peculiaridad
es, ele me
en
sinou que farofa aquecida no micro-ondas é um sacrilégio. Mas voltemos ao tema...

Confesso que nunca fui um assíduo frequentador da Modern Sound, mas sempre tive uma simpatia imensa pelo seu grande e sofisticado salão. O clima de música, o som ambiente, os títulos variadíssimos e as senhoras de Copacabana tomando café no bistrô criavam um ambiente charmosíssimo. Ao pisar na loja, eu me sentia mais inteligente, mais culto, mais cool. Era como se a boa música entrasse por osmose no meu organismo. Bom, já era. Fechou. The end. Se bobear, vai virar uma Americanas Express ou uma igreja evangélica.

Com o fechamento da Modern Sound, Copacabana fica um pouquinho menos elegante. O bairro perde um tiquinho da sua graça. O público fica órfão e o último dos moicanos é a Tracks, na Gávea. Aliás, a Tracks ainda existe?

Como admirador da música em geral, sempre curti lojas de discos. Sem medo de ser chamado de antiquado (ou vintage), ainda procuro meus CDs ou LPs para ouvir minhas bandas favoritas. Então, imagina a minha surpresa (positiva) ao me mudar para Dublin e encontrar uma cacetada de lojas de discos. No centro da capital, há sebos, megastores, lojas especilizadas em vinis, raridades, discos caros, pechinchas... tudo! Longe do Rio, achei pequenos recantos de música e de fãs dos bons sons. Que nem há 44 anos, quando a Modern Sound foi fundada.

Parêntesis final: claro que uso e curto o mp3. Com o advento da banda larga, posso ter um álbum inteiro em menos de 2 minutos. Porém, sou obrigado a admitir que nunca me interessei em comp
rar um iPod. Acho que a música fica sem rosto, sem alma.

PS. É pau, é pedra, é o fim do caminho. No apagar das luzes, li esta matéria:

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, e lá vamos nós na sessão nostalgia. Sabe, às vezes, você
parece uma secretária aposentada que morre de saudade da velha máquina de escrever. Diz aí: você prefere uma máquina digital ou uma polaroide? Enfim, zoei para não perder o hábito, mas esse é um sinal dos tempos. Os seus amados discos estão restritos à pequenas seções dentro de lojas de departamentos. Fazer o quê? Pior seria se eles sumissem de vez. E olha que com o andar da carruagem da música por download, isso nem é um pensamento tão difícil de acontecer. Amiguinho, cuidado cuidado com escadarias escuras. Procure sempre acender a luz. Até a próxima!!!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Resoluções para 2011

Ainda no clima do "adeus, ano velho! Feliz ano novo!", pensei em uma lista de resoluções para 2011.

1) ...
2) ...
3) ...
4) ...
5) ...
6) ...
7) ...
8) ...
9) ...
10) ...

Isso mesmo. Reticências. Sei o que eu quero de uma forma ampla e preparar um checklist para verificar no dia 31 de dezembro de 2011 não me excita mais. Acho que uma das maiores lições que aprendi nos últimos meses é ter um norte, mas não ficar bitolado com "pequenices". Na vida, quase tudo é"pequenice". Passei a olhar além das colinas (ou "Além do Horizonte", como versou o Rei).

Sejamos mais Raul Seixas ("não sei para onde estou indo, mas sei que estou no meu caminho") ou mais Zeca Pagodinho ("deixa a vida me levar. Vida leva eu"). Funciona? Quem sabe... isso só o tempo revela.

Desejo ainda mais fortemente um ano extraordinário para você e pego emprestado uma benção irlandesa:

May the road rise to meet you
May the wind be always at your back
The sun shine warm upon your face
The rains fall soft upon your fields
And until we meet again,
May God hold you in the hollow of his hand.


Traduzindo…

Que a estrada se erga para te encontrar
Que o vento esteja sempre nas suas costas
Que o sol sempre aqueça a sua face
Que a chuva caia suave sobre os seus campos
E até que nos encontremos novamente
Que Deus carregue você na palma da Sua mão.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011




Feliz 2011, moçada! Aproveitem este ano como se fosse o último. Sabe como é, né? 2012 vem logo depois...

Brincadeira! Que o ano novo seja extraordinário!!!


domingo, 26 de dezembro de 2010

Se meu apartamento falasse...

Tânia é uma moça portuguesa que conheci em Dublin. Ela é adorável, mas tem um talento ímpar para reclamar. Aliás, essa sua peculiaridade a torna uma pessoa especial e fonte de diversão garantida em reuniões ao redor de uma boa garrafa de vinho.

Mas que seja vinho branco, pois Tânia não gosta de vinho tinto. E se for para petiscar algo, que seja algo diferente de queijos, pois Tânia detesta queijos. Sobremesa? Nada de chocolate. Aliás, como
alguém pode odiar chocolate? Pois é, Tânia odeia. Tânia é ótima!

Em mais uma noite de frio irlandês, Tânia veio nos visitar para jogar conversa fora e comer uma pizza (sem queijo). Após algumas horas, ela abriu o seu coração e nos revelou um problema com seus últimos flatmates (ou colegas de apartamento, se preferir).

Era uma vez...

Toda noite, às 2 horas da madrugada, o casal que dividia o apê com Tânia era invadido por um fervor sexual. Até aí, tudo bem. O problema é que o casal tinha interesse em compartilhar seu momento de diversão com o mundo através de gritos. Segundo o relato da minha amiga portuguesa, parecia que um filme pornô bem clichê estava sendo filmado no quarto ao lado.

Tânia comprou tampões de ouvidos e se mudou para um novo apartamento.

Os novos flatmates eram um casal de poloneses e uma menina croata. Tudo parecia normal, até que certa noite ela foi acordada por rugidos. O casal da Polônia também tinha uma frequência sexual digna de pombos ou coelhos. Eles não gritavam, mas rugiam, rosnavam, grunhiam e outros verbos que denotem manifestações animais.
A diferença é que o ato podia acontecer na madrugada, à tarde, pela manhã, no banheiro, no quarto ou onde mais a curiosidade (e flexibilidade) polonesa permitisse. Tânia está indignada e desesperada. Durante os momentos animalescos, ela já bateu portas, caminhou com botas pelo corredor de madeira, bocejou alto e tentou chamar a atenção em diferentes maneiras. Porém, sem sucesso...

Nós, amigos que testemunhamos seu relato, lhe oferecemos quatro opções. No café da manhã após uma noite de urros, ela deve encarar o casal e:

a) Perguntar ao polonês como ele consegue ter tanto... vigor.
b) Perguntar à polonesa como ela consegue andar no dia seguinte.
c) Olhar para o casal e dizer graaaau! (com direito à mão direita em forma de garra arranhando o vazio).
d) Perguntar se há espaço para mais um na brincadeira.

Como o blog do Surfista Platinado também é um serviço de utilidade pública, qual a sua dica?

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, como He-Man é misericordioso e benevolente, o espaço para as lições está aberto aos leitores. Só vamos lembrar que todos temos amigos com crises ranzinzas. Enjoy it!






sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Que linda a neve lá fora...

Amigo leitor, companheiro e cúmplice de tantos devaneios e estripulias, eu estou puto da vida! Enquanto o Brasil está tostando sob um sol abrasador, a boa e querida Irlanda está virando picolé. Neva incessantemente e os aeroportos ao longo do Velho Continente estão fechados e/ou congelados. Os voos cancelados não têm previsão de retorno. O viajante que gostaria de passar as festas de fim de ano em Paris, por exemplo, só poderá embarcar no dia 26 de dezembro. Se o infeliz quiser ir para a Polônia, só no dia 27. Se tiver muita pressa, as companhias que se arriscam a voar cobram a merreca de 300 euros por trajeto.

Convenhamos, não há espírito de Natal que aguente...

Já que estou irritado, deprimido e amargurado, vou destilar meu fel aqui mesmo, celeiro de tantas histórias felizes e bem-humoradas.

Como cantam as torcidas, "acabou o amor. Isso aqui vai virar um inferno"...

Então, neva bastante. Não, neva pra Ca#@lho! A neve que antes era fofinha, agora é um pé no meu saco. Lembra do exemplo do viajante que embarcaria para a França e ficou ilhado (literalmente) na Irlanda? Pois é, é o meu caso.

Mas e o que mais afeta tanto o irritado blogueiro? Como diria o esquartejador da Eliza Samúdio, vamos por partes...

1. Como se não fosse suficiente morar na Irlanda durante a maior crise econômica da sua história, ainda tenho o prazer ímpar de experimentar o inverno mais rigoroso de todos os tempos. Pelo que ouço, não faz tanto frio aqui desde o tempo em que o mamute Manfred, o bicho-preguiça Sid e o tigre dentes-de-sabre Diego caminharam sobre a face da Terra.
2. Com a crise, o pânico e a recessão se apoderam da outrora sólida economia irlandesa. Como consequência, os empregos ficam mais disputados e até uma vaga de lavador de pratos está difícil.
3. Eu consegui um emprego! E na minha área! Eba! Que feliz eu sou! Eu estaria ainda mais saltitante se eu fosse remunerado. O trabalho que descolei é baseado em comissões e ainda estou suando a camisa de grátis. Oba! Não é lindo?
4. Lá fora ainda é dia e faz um frio de -5°C (sensação térmica de -10°C). Para que o aquecedor do meu apartamento não me leve à falência, eu escrevo este relato em um café perto de casa. Aqui tem um moca gostoso e wifi 0800.
5. Como boa parte da população de Dublin é formada por estudantes estrangeiros, quem conseguiu escapar da neve já picou a mula para algum outro país. Resumo da ópera: muitos dos meus amigos estão longe.
6. Meu joelho dói bisonhamente. Um ano e meio após a cirurgia, pisei em falso e alguma caca aconteceu. Como sou um imigrante legalizado, (semi)desempregado e duro, não posso pagar 80 euros por seção de fisioterapia e convivo com a dor. Morro de medo de ter que operar de novo.
7. Com o frio e a tensão, sofro com uma insônia feladaputa. Antes, bastava eu encostar no sofá para dormir que nem uma princesa de contos de fadas. Agora, eu só consigo pregar os olhos depois das 3 ou 4 horas da madrugada.
8. Ih, parou de nevar. Agora está chovendo pedrinhas de gelo. Iupiii!
9. Com a nevasca, Dublin encara engarrafamentos quilométricos. Bom, este item não me afeta, pois faço todos os meu trajetos a pé, mas já que estamos reclamando de tudo...
10. Voltou a nevar... Taquelpariu! O vídeo abaixo ilustra o meu estado de espírito...


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, He-Man está propenso a dar umas boas espadadas no seu bumbum para que você aprenda a ser menos resmungão. Vai acabar pegando uma úlcera ou pedra nos rins. Você está vivendo uma experiência única e ainda tem a cara de pau de ficar se lamuriando. Meu brother Papai Noel vai riscar o seu nome da sua lista de entregas. E no mais, tá achando tudo ruim? Liga para para a KLM e remarca o seu voo de volta. Passar bem!!! Amiguinho, já que estamos em clima de Natal, lembre do pimpolho JC e siga suas lições de camaradagem e amor ao próximo. Até a próxima!!!