domingo, 9 de novembro de 2008

Os 10 vilões mais sinistros

Mais uma lista irresistível surge. Dessa vez, não fui oficialmente convidado, mas tomei a licença de selecionar os 10 vilões mais casca-grossas do cinema. Bom, não rolou de selecionar 10, então escolhi logo uma cacetada de maus elementos - com exceção dos óbvios e magistrais Darth Vader e Hannibal Lechter. São eles:

Mola Ram (de "Indiana Jones e o Templo da Perdição")
Só pela foto, você entende a razão dele estar nesta lista. Além de escravizar criancinhas, esse pústula ainda arrancava o coração dos inimigos com as unhas.





Chong Li (de "O Grande Dragão Branco")
Invicto e cheio de frases feitas, Chong Li causou uma fratura exposta no adversário, quase matou o amigão do Frank Dux com um pisão no crânio e ainda trapaceou com aquela história do pó de aspirina nos olhos do Jean-Claude. Entre suas melhores tiradas estão: "você quebrou meu recorde. Agora, eu vou quebrar você".

Pinehead (da série "Hellraiser – Renascido do Inferno")
O sadomasoquista do quinto dos infernos! Com sua tropa de cenobitas, sua voz gutural e suas milhares de agulhas cravadas na cabeça, Pinhehead era o pesadelo em pessoa. Um dos monstros mais doentios já criados pela mente humana.




Bill The Butcher (de "Gangues de Nova York")
Dono da favela que viria a ser Nova York, Bill resolvia suas divergências no fio da peixeira. Durante seu reinado de terror, o bandido assassinou, depredou, torturou, ameaçou, roubou e desfigurou a carinha bonita do Leonardo Di Caprio. Tudo isso sem tirar o gumex do cabelo ou desfazer o bigodinho Salvador Dali.






General Zod (de "Superman II")
"Ajoelhe-se perante Zod", impunha o vilão mais casca-grossa que já cruzou o caminho do Super-Homem. Vindo de Krypton, Zod também tinha os poderes do Homem de Aço, mas não foi criado na fazendinha do Kansas com todos os princípios cristãos. Zod queria dominar o mundo, detonar os Estados Unidos e sapatear no túmulo do filho de Jor-El.





T-800 (de "Exterminador do Futuro")
Pela lógica, este filme deveria projetar a Sarah Connor e o Kyle Reese como astros de Hollywood. Bobagem! Quem viu "Exterminador do Futuro" ficou estarrecido com o T-800, o robô assassino vindo do futuro apocalíptico para matar a mãe do líder rebelde. Sem um pingo de emoção ou remorso, T-800 chacinou, praticamente, todos os figurantes e alguns personagens principais do filme.



Thulsa Doom (de "Conan, o Bárbaro")
Só pela sua voz trovejante, Thulsa Doom já deveria ser temido. Mas além disso, o cidadão brutalizava aldeias, saqueava, virava cobra, matava com uma simples ordem e ainda tinha uma legião de seguidores – todos vestidos como se fossem da KKK.




Coringa (de "Batman – O Cavaleiro das Trevas")
Antes de ir para a "cidade do pé junto", Heath Ledger construiu o Coringa mais perturbador de todos os tempos. Sua interpretação alucinada, amoral e violenta será lembrada por gerações. Mais do que barbarizar Gotham City e assassinar o Homem Morcego, o Palhaço Louco do Crime queria provar que o ser humano não vale nada. Aí, eu te pergunto "why are you so serious?".





Johnny Lawrence (de "Karate Kid – A Hora da Verdade")
Protótipo de pitboy, Johnny e seus comparsas fizeram Daniel-san comer o pão que o diabo amassou - sem desfazer o penteado parafinado. Chegou a fazer moda com seu kimono preto da Cobra-Kai.





Humungus (de "Mad Max 2"): Se você achou Toecutter, de de "Mad Max" mau, você não prestou atenção neste vilão. Humungus era cruel, desumano e sádico. Para ilustrar tanta perversidade, usava a máscara do Jason, roupinha de couro e tanguinha sapeca. Na época podia até ser bad boy pra cacete, mas hoje em dia seria muso de boate gay.



Jerry Dandrige (de "A Hora do Espanto")
Um dos bebedores de sangue mais maneiros do cinema. Ele fazia o estilo charmosão, mas rasgava pescoços com toda a tranquilidade do mundo. Para Jerry, adolescentes gostosinhas não passavam de um lanchinho da madrugada - literalmente.





Demônio da Floresta (de "Evil Dead - A Morte do Demônio")
Não sei o nome dele. Na verdade, ele nem aparece, mas suas possessões deixam "Evil Dead" realmente alucinante. A maquiagem clonada de "O Exorcista" e a câmera frenética tornaram esse filme um cult.





Bispo de Áquila (de "O Feitiço de Áquila")
Dissimulado, cruel, traiçoeiro e canalha, o Bispo de "O Feitiço de Áquila" fazia macumbas e ainda ministrava a missa do fim da tarde. Sua maior perversidade foi cobiçar a mulher do próximo (o cavaleiro Navarre) e fazer um feitiço para mantê-los longe por toda a eternidade.



David (de "Os Garotos Perdidos"): Líder da gangue de "Os Garotos Perdidos", David era uma vitrine da moda 80. Tinha mullets loiraços, cabelo espetado, pilotava uma moto Agrale e saia com uma vampira que parecia a Sonia Braga, em "Gabriela".

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Atos absurdos que fazemos por um rabo-de-saia...


Um hábito intrigante de certas mulheres é o de freqüentar boites gays – mesmo sendo heterossexuais. Segundo algumas, essa escolha se deve pelo simples prazer de dançar sem nenhum Zé Mané para importuná-las.

Hmmm... mas, se elas forem a qualquer boite e saírem sem nenhuma cantadinha, onde vai parar a auto-estima??? E desde quando mulheres não são experts em cortar qualquer investida inconveniente??? Às vezes, acho que essa presepada é uma fuga da responsabilidade de atrair os olhares maliciosos.

Outra corrente de fêmeas declara que esse tipo de ambiente reserva alguns homens interessantes, desencanados, inteligentes e refinados. Juro que não duvido, mas a probabilidade desse tipo de cara não curtir um rabo-de-saia é imenso. Além da chance clara dele ser do tipo que coloca a mão dentro da calça alheia e fica feliz seja lá com o que encontrar.

Berenice se enquadra na primeira descrição: ela curte boites homos pelo prazer de dançar sem se preocupar com conversas moles no meio da pista. Ela tem amigos gays e, vez ou outra, aceita um convite para requebrar o esqueleto nessas danceterias que contrariam a máxima do Tim Maia: só não vale dançar homem com homem nem mulher com mulher. Lá no escurinho do salão, vale tudo!

Bom, seria uma noite como outra qualquer, na qual Berenice dançaria até suar a blusinha, tomaria uns gorós e voltaria para casa intacta. Lá pelas duas da matina, uma surpresa. A moça apertou os olhinhos para ver melhor no escuro, e...

- Peraí, Leonel? Leonel, é você?

O cara escancarou o queixo. Ficou com a cara de menino que foi pego pela mãe fazendo justiça com as próprias mãos, quero dizer, prestando uma homenagem solene à Playboy do mês, isto é, na covardia do cinco contra um, ou seja, praticando o sexo seguro... bem, você entendeu.

- Leonel, que surpresa!

- Berenice, chega aqui para eu te falar uma coisinha. Não é nada do que você está pensando.

Olha, o cara é pego com a boca na botija em plena boite gay e vem com essa onda de "não é nada do que você está pensando"? Seria mais digno assumir sua condição, mas...

- Cara, não tem problema nenhum. Você pode ser boiola o quanto quiser. Ninguém vai te censurar.

- Mas, eu não sou gay!

Você não lembrou do quadro do "Casseta & Planeta" com Wanderley na sauna gay? Eu lembrei.

- Então, você entrou aqui por engano. Achou que era a Nuth Lounge, mas só desconfiou depois que viu um marinheiro fortão dançando no palco.

- Não, Berenice. Droga, vou ter que te contar. Você tá vendo aquela mulher ali? Aquela de vestidinho verde? – apontou para uma moça que acompanhava a conversa de longe. Ela também estava com a fisionomia tensa.

- O que tem ela?

- Ela está comigo.

- Aqui? Por quê logo aqui? Você nunca foi um cara interessante, desencanado, inteligente e refinado.

Leonel respirou fundo.

- Porque ela é casada. Aqui é o lugar em que podemos sair para dançar com um risco menor de esbarrar com o marido dela ou com os amigos dele.

Berenice arregalou os olhos e não conteve a gargalhada. Leonel voltou para o lado da "namoradinha". Ficaram se amando e chamando a atenção por serem o único casal heterossexual do recinto.


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, uma característica que configura o perfil do homo sapiens sapiens é a habilidade inigualável de ter idéias diferenciadas para aprontar das suas. Tamanha criatividade para fazer caquinha sem chamar a atenção se reflete no plano infalível de Leonel e da moça casada para curtirem a noite sem correr tantos riscos. Ela dança à vontade e ele pode beliscar a patroa alheia sem medo de virar pauta do "Linha Direta". Pelo lado romântico da parada, Leonel merece reverências. Quantos homens colocariam suas masculinidades e machezas à prova pelo amor de uma mulher (mesmo uma comprometida)? Amiguinho, evite tomar choques. Não brinque com tomadas.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mulheres em chamas



Bom, depois deste título, aposto que já consegui a sua atenção.

Um empresa de TV paga realizou uma pesquisa para definir o perfil do assinante dos canais de sacanagem. O resultado indicou que os telespectadores são homens e mulheres das classes A e B, com idade entre 25 e 45 anos, com curso superior completo e culturalmente ativos.

Sacou o detalhe-chave? Vou repetir: "homens e MULHERES...". Então, entre os 200 mil assinantes dos ditos canais adultos, há uma cacetada de meninas (idade entre 25 e 45 anos, lembra?) que gosta muito de ver um vuco-vuco na telinha.

Seria mais ou menos assim: a guria chega do trabalho após um dia estressante, come um pratinho light para não sair da dieta e vai relaxar vendo o horário nobre da TV. Entre "Pantanal" e "A Favorita", a jovem moça pode optar por conferir um filminho básico com a Bruna Ferraz ou com a Jenna Jameson.

Se você é menino, sabe bem de quem estou falando. Não se faça de desentendido...

Esse ato inocente derruba uma porrada de paradigmas relacionados ao voyeurismo feminino. Rapidinho, olha só essas cinco conclusões que tive:

1. Mulheres gostam de ver.
2. Mulheres consomem produtos da indústria do sexo.
3. Mulheres curtem uma sacanagem explícita.
4. Mulheres não acham esse tipo de entretenimento o fim do mundo.

E a mais desesperadora:

5. Se necessário, mulheres se viram bem sem a presença masculina.

Como não tenho acesso imediato ao IBOPE, minha pesquisa são as pessoas que me cercam. Então, com muito óleo de peroba na face, fui perguntando para as minhas amigas se elas se amarram num filme de saliência.

- Eu a-do-ro! - revelou uma ex-namorada.

Putz, como eu não percebi isso antes?

- Olha, ver nem me apetece. Mas, ser filmada é uma idéia interessante - essa foi genial. Fantasias sexuais com câmeras despertam minha criatividade e o diretor de cinema que existe em mim. Nunca havia pensado nisso.

- Já vi alguns. Eles não me excitam, mas acho muito curioso. Acho tudo tão artificial que beira o bizarro, e como tudo que é bizarro, prende a atenção - pondera Camille, mocinha culta pra caramba.

Ilka, blogueira e leitora gente fina, teve diversas experiências com o tema:

- Sozinha, eu já vi filme erótico, mas sem sexo explícito, só insinuação. Acompanhada, já vi vários. Filme erótico é legal. Instiga. Eu curto, e acho fresca a mulher que diz que é nojento e tals.

Agora, para coroar a verdade visceral de Brigite:

- Olha... eu adoro um filminho. Vejo sozinha, acompanhada, e gosto tanto da putaria em si quanto da produção das meninas... make up, botas, calcinhas lindas e safadas. Gosto tanto de filmes héteros, gays, lésbicas e outros mais trash. Não gosto muito daqueles filmes brasileiros pobres, sabe? Pentelhos demais, caras e bocas bregas e atores brucutus. Ah... nem sou tão fã dos gemidos exagerados.

Como eu adoro a sinceridade das minhas amigas.

Aliás, só mesmo uma menina para ver um filme desse estilo e ficar reparando nos detalhes técnicos. Fotografia e maquiagem? É ruim, hein? Certas percepções são muito femininas mesmo. Esse paradigma não cairá jamais.



QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, depois de um texto sobre a ingenuidade infantil, você me aparece com uma dissertação sobre filmes de safadeza? Então, tá. Aprenda: uma das pragas do mundo moderno é a facilidade de isolamento. As pessoas têm Internet em alta velocidade, quinze mil canas de TV a cabo, comércio eletrônico, msn lotado, 500 amigos no Orkut etc etc. O que as impediria de ter sexo acessível a qualquer momento, mesmo sozinhas? Aí é que entra a praticidade da sacanagem via cabo (no sentido da TV, amiguinho tarado). Esse isolamento de todos dá nisso (dar, no bom sentido, amiguinho). O que antes era uma tara masculina, agora se abre democraticamente às mulheres. É a geração "Sex and the City", que pode ser romântica, profissional, pudica e companheira, mas também pode se divertir horrores com um rabbit (não, queridinhos, não se trata do coelhinho da Páscoa). É um mundo estranho mesmo. Por essas e outras, eu não arredo o pé de Etérnia. Amiguinho, não rabisque seus livros ou faça "orelhas". Isso é um sacrilégio. Até a próxima!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Esperteza de criança 2

Voltarei a um tema inocente, como já fiz antes. Não resisto. Histórias de crianças costumam me interessar, pois os pequenos são naturais e têm reações francas. Isso gera situações inusitadas, como a protagonizada por Darlene, Luisinho e Andrezinho.

Darlene estava grávida e Luisinho já dava sinais de que não estava com muito saco de esperar o nono mês. Sentindo que a família iria crescer a qualquer momento, ela começou a preparar Andrezinho, o primogênito, para a chegada do irmão. Aos três anos e alguns meses, o moleque queria saber de tudo.

- Mãe, como o Luisinho cabe aí na sua barriga?

- Mãe, o Luisinho vai morar com a gente?

- Mãe, o Luisinho parece com você ou com o papai?

- Mãe, ele será mais novo ou mais velho?

O moleque chegava a fazer até perguntas difíceis...

- Mãe, como o Luisinho entrou aí?

Darlene se virava como podia diante das questões do filho mais velho.

Mãe tem uma paciência de Jó...

Certa noite, Darlene resolveu sair para jantar com o marido. Andrezinho percebeu a movimentação e já foi metralhando suas perguntas:

- Mãe, você vai para onde?

- Mamãe vai sair com o papai, filhote.

- Oba, quero ir.

- Você não pode ir, querido. Só os adultos saem à noite.

- Mas, que quero ir.

- Não dá, filhote. A mamãe e o papai levam você para sair amanhã, tá? – Darlene tentou negociar diante do beiço do moleque.

- Eu quero ir... buááááááá...

- Filhote, só os adultos podem ir.

- Então, por que o Luisinho vai?

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinhos, as crianças de hoje em dia são absurdamente espertas. Deve ser culpa dos trangênicos, do buraco na camada de ozônio, da poluição, da TV a cabo, sei lá. Andrezinho deve ter sido amamentado com leite materno e Red Bull, mas esse é um caso à parte. Mas, crianças são crianças. Por mais malandras e salafrárias que sejam, todas ainda se rendem a um bom filme da Disney. Diante de moleques em prantos, só o Nemo salva! Amiguinho, procure enxugar entre os dedos após o banho. Até a próxima!




A aldeia global do Papai Smurf #10

Salve, salve! Papai Smurf está de volta com dicas de cinema, de ondas sonoras e de performances ao vivo, que estão por vir. Os shows que estão por vir valem à pena. Espero que você não tenha gastado mundos e fundos para ver a Madonna. Divirtam-se!





NA TELONA: Papai Smurf é macaco velho nas salas de cinema, mas não costuma ficar estarrecido com o que vê. Ao longo de suas aventuras na platéia escura, apenas dois filmes me causaram um desconforto. O primeiro foi "Dançando no Escuro", drama hardcore do Lars Von Trier com a Bjork no papel principal. O segundo petardo foi "Madrugada dos Mortos", terror absoluto dirigido pelo talentoso Zack Snyder. "Ensaio Sobre a Cegueira" conseguiu o feito de ser o terceiro elemento. Assim como os outros dois, "Ensaio" tem uma visão humanista (desumanista, melhor dizendo) e clima de pesadelo. A história sobre uma epidemia de cegueira que varre o mundo e poupa apenas uma mulher fica cada vez mais tensa e angustiante. A "cegueira branca" definida no filme vai conduzindo personagens ao fundo do poço. Danny Boyle tentou mostrar esse aspecto bárbaro do homem em "Extermínio" e "A Praia", mas não chegou nem perto. A solidão do legal "Eu Sou a Lenda" é alegoria perto do desespero imposto por Fernando Meirelles à excepcional Julianne Moore. Aliás, Julianne é um diamante. Eu já gostava dela em tempos de "Boogie Nights", mas ela se supera. No cast do filme, ainda estão Gael Garcia Bernal, Danny Glover, Mark Ruffalo, Alice Braga e um casal de japoneses que não sei o nome. O time globalizado, sob a batuta de um diretor brasileiro, em um filme baseado em um livro português dá o tom internacional à produção. E dá um orgulho danado ver um diretor latino mandando bem assim. Vá ver, mas não espere sair do cinema feliz e saltitante.

NO PALCO: Alegrai-vos, fãs do rock! R.E.M, Offspring e Maroon 5 (este, apenas no Rio) estão com shows agendados para terras brasileiras. Dias 4 e 6 de novembro, os californianos do Offspring estarão em Porto Alegre e Rio, respectivamente. O R.E.M. visitará os pampas, no dia 4, e a Cidade Maravilhosa, no dia 8. O Maroon 5 apresenta seu pop rock de FM em apenas um show nas terras cariocas, dia 7. Se você não esvaziou o cofrinho para ver a danada da Madonna, escolha um desses e aproveite. Se quiser uma dica, eu recomendo o trio liderado pelo Michael Stipe, que fez um show antológico no Rock in Rio 3.

NO RÁDIO: Não sei por que cargas d'água, fui ouvir rádio na noite de segunda-feira. Pois estava passando um programa esquisitíssimo chamado "Nômade". O DJ tinha um sotaque estranho e as músicas eram totalmente inusitadas. Durante minha trajetória, ouvi bandas da Espanha, da Índia, da Itália e até do Iraque. O tal DJ se chama Paco Pigalle. Claro que achei o tal programa muito legal. Vale uma visitinha ao site da Oi FM para mais informações: http://www.oifm.com.br/. Bons sons!



sexta-feira, 10 de outubro de 2008

As 10 mulheres mais belas do cinema

Mais um meme (seja lá o que isso signifique). Novamente, a iniciativa parte do Vulgo Dudu, o cara com as mais honestas dicas de cinema da blogosfera. Dessa vez, o tema é "As 10 mulheres mais belas do cinema". Convite feito, convite aceito.

Quem quiser seguir a brincadeira, fique à vontade. Não vou chamar ninguém em especial, pois sei que a galera vai entrar na dança espontaneamente. Só peço que me chamem para ler (e babar) nas suas indicações. Meninas, se vocês quiserem citar seus musos (eca!), o jogo é o mesmo.



Angelina Jolie
Colocar a patroa do Brad Pitt em uma lista de musas do cinema é tão óbvio quanto citar Pelé, Garrincha, Maradona e Obina no ranking dos melhores do futebol universal. Fazer o quê, né? Suas curvas e sua boquinha dengosa preenchem meus sonhos. O mais cativante dessa bela morena é que ela tem jeito de mulher de verdade. Daquelas que saem para comprar pão, ou que acordam cedo para levar as crianças ao colégio - só para ficar com a casa livre e praticar o bom sexo selvagem e desregrado. Amém, Angelina, amém!



Scarlett Johansson
Outra figurinha evidente em uma lista de beleza. Loira e gostosona, Scarlett tem olhos de malícia e carinha de dominadora. Ela exala sexo sem fazer esforço. Recentemente, ela gravou um disco. Deslumbrante como é, Scarlett pode cantar até "A Dança do Quadrado" que já agrada.




Sharon Stone
A loira! O que seria do cinema sem a sua cruzada de pernas fatal? Sem ela, "Instinto Selvagem" seria apenas mais um suspense com mulher pelada, daqueles que passavam na Sexta Sexy. Ouso dizer que Sharon sedimentou o movimento feminista. Ela provou que a mulher pode falar de sacanagem, dar, e não ligar no dia seguinte. Mulherada, rendam graças à Sharon!



Jessica Rabbit
Em pleno filme infantil que uniu a Disney e a Warner Bros, o decote delicioso de Jessica Rabbit atingiu adultos, adolescentes, idosos, vivos e mortos. Seu vestido vermelho, olhos cintilantes e curvas demoníacas a colocam em pé de igualdade com qualquer musa de carne e osso.







Sophia Loren
Nos tempos em que as musas do cinema tinha o ar blasé das divas loiras americanas, Sophia Loren enfiou o pé na jaca. Fora dos padrões magros e dos ângulos retos, a italiana era estupidamente gostosa e tinha ar de safadeza. Ela era uma fatura só: seus olhos faiscavam luxúria, seus lábios eram convidativos (antes mesmo da Angelina), suas pernas eram fartas e os seios eram volumosos (100% originais de fábrica). Enfim, as curvas da Sophia Loren vieram para quebrar a ditadura da beleza fininha.




Salma Hayek
"Um Drink no Inferno" é um filme trash divertidíssimo. Tem bandidos maus, vampiros malignos, sangue aos litros, tripas, diálogos sensacionais e Salma Hayek dançando de biquíni (e com uma anaconda no pescoço). Como assim, né? Latina e farta em gostosura, Salma é mulher por atacado.







Jessica Alba
Do mesmo jeito que Salma Hayek deu um tempero sexy a "Um Drink no Inferno", Jessica transcendeu em gostosura no violentíssimo "Sin City". Robert Rodriguez, que não é bobo nem nada, plagiou a si mesmo e repetiu a sua fórmula: botar uma delícia quase desconhecida dançando em algum traje esquisito. Bingo! Jessica requebrando com roupinha de vaqueira foi o momento tesudo do filme. Depois disso, o collant do Quarteto Fantástico também contribuiu para destacar sua forma impecável.



Liv Tyler
Certos títulos de filmes se explicam em uma única cena. Liv Tyler lavando um carro em "Que Mulher é Essa?" justifica tranquilamente o nome escolhido. Mas, a garota vai além. Sua beleza chega a ser um insulto. Seja no modelo gostosa-safada ou com pitadas de inocência ("Beleza Roubada", lembra?), ela abusa. Ouso dizer que ela tem o beicinho mais cativante da sétima arte. Outra característica que me chama atenção é a vasta cabeleira castanha, esvoaçante, inebriante. Ah, Liv... se você soubesse como eu sou facinho.



Charlize Theron
Eis o milagre da compensação: um nome feio desses para uma mulher estupidamente linda. E vou além: Charlize é belíssima e tem um dos sorrisos mais sinceros do cinema. Ela sorri e tudo ao redor se ilumina. Não sei se é percepção minha, mas também acho que ela é uma das raras atrizes loiras que não parecem ser feitas de porcelana.







Kim Novak
Conheci Kim em "Vertigo" e fiquei estarrecido com sua elegância, sua imponência. Claro que a fotografia magistral do filme do Hitchcock colaborou, mas seu rosto gelado e seu olhar de desdém me conquistaram. Adoro mulher marrenta. Kim Novak tem aquele jeitão de mulher madura, que discute política entre os amigos, mas que adora sussurrar saliências ao pé do ouvido.


domingo, 5 de outubro de 2008

Inês, a ex

Em pleno almoço de sábado, Aparício me ligou. Ele queria conversar e sugeriu que fôssemos caminhar na praia.

Vagabundo que me telefona para andar na praia está querendo chorar milongas. Tenho certeza!

Aceitei. Não estava com muito saco, mas amigo é para essas coisas. Na pior das hipóteses, eu poderia admirar algumas belas representantes do sexo feminino tostando ao sol da primavera carioca.

O começo da nossa conversa chegou a contrariar minha previsão de chororô. Discutimos política, eleições e até a crise financeira internacional. Essa introdução estilo Manhattan Connection durou cerca de dez minutos.

- Acho que estou apaixonado.

Bingo! Meu faro para marmanjo chorão não falha.

- Que bom, cara. Quem é a sortuda?

- Inês.

- Peraí, a sua...

- Ex.

- Eita!

Ex-namorada é cargo vitalício. Já escrevi isso antes. Além de título eterno, a ex-namorada também é que nem McDonald's. Por quê? Ora. Você sabe onde fica, sabe que faz mal, mas acaba comendo.

- Como assim, cara? Achei que você já tinha superado a Inês. Venhamos e convenhamos, faz quase dois anos que vocês romperam.

- Bicho, eu sei.

- E de onde diabos saiu essa recaída retardatária? Nunca vi nada igual.

- Posso te confessar uma parada?

- Claro! Vim ouvir seu drama. Ou você acha que eu vim para admirar algumas belas representantes do sexo feminino tostando ao sol da primavera carioca?

- Acho que nunca deixei de amar a Inês. Sabe, durante esse tempo todo, meu maior medo foi não conseguir amar outra mulher do jeito que eu a amei. Cara, não sei explicar. Toda música bonita que ouço parece ter sido inspirada nela. Todo filme legal me faz ter vontade de ligar para conversar e contar minhas impressões.

Poxa, se ele tivesse dito isso para a garota, duvido que tivessem terminado. Mas, fazer o quê, né? Homem é um bicho com reações lentas.

- Aparício, meu velho, pelo que eu sei, a fila dela já andou. Ela já está sob nova direção há um bom tempo.

- Eu estou ciente.

- E, então? Você vai brotar de um passado distante e pleitear um segundo mandato? Rapaz, sem querer ser pessimista, mas não é bem assim que a banda toca.

- Ela não está feliz.

- Como você sabe?

- Eu sei. Só isso.

- Ah, agora sim. Com essa justificativa sólida e embasada, você deveria ligar para ela agora. Quer usar o meu celular, que está com crédito?

- Fiquei sabendo pelas amigas dela.

- Opa, agora tudo muda de figura. Amigas são fontes confiáveis, mesmo as "dedo-duras". Falando sério, talvez você devesse ligar para a Inês.

- Já fiz isso. Engoli toneladas de orgulho e liguei para ela. Não sei o porquê, mas senti que as coisas não estavam legais com a Inês.

- "Sentir" não é argumento.

- Agora, estou confuso. Quero voltar, mas não sei se é a melhor atitude. Se eu tivesse certeza absoluta que ela está feliz, eu jamais tentaria qualquer reaproximação. Você sabe o quanto eu quero vê-la bem.

- Eu sei, Aparício.

- E o que você acha que devo fazer?

- Bom, o primeiro passo foi dado: você fez contato e deixou claro que está em campanha. Sabe, rapaz, acho que as mulheres são as mais indicadas para lhe dar pitacos. Eu tenho uma fonte inesgotável de conselhos.

- Como assim?

- Eu tenho um blog. Posso publicar o seu drama?

- Você tem blog?

- Tenho.

- Coisa de viado.

- Pois é, pois é. Posso?

- Manda ver. Não custa nada tentar.

Queridas leitoras e amigos de cuecas, essa é a história de Aparício, o homem que se viu perdidamente apaixonado pela ex-namorada. Segundo ele, o amor permanece vivo em ambos os lados. Particularmente, eu já vi muitos casais romperem, e reatarem meses ou anos depois. Como já pincelou Vinicius de Moraes, "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida".


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, você lembra das leitoras, mas esquece do Homem Mais Forte do Universo e a sua ampla variedade de conselhos irados? Que falta de consideração. Mesmo sem que você tenha pedido, vou dar minhas dicas de valor inestimável ao pobre Aparício, que está sapateando em campo minado. Mas, vejamos pelo lado bom: ele botou a cara para bater e as mulheres respeitam esse tipo de atitude kamikaze. Se ela realmente não estiver bem com o atual gestor (como ele insistiu em dizer), a pulga está lançada atrás da bela orelhinha de Inês. Ela vai pensar e repensar o caso. He-Man sabe que eles acabaram numa boa (dentro das circunstâncias), então nada está perdido. Agora, ele deve ser paciente. Isso vai levar tempo, mas se ele está convicto de suas intenções, então a paciência e a perseverança devem ser suas melhores amigas. Amiguinho, evite andar por ruas escuras ou vazias. Sua segurança começa por você mesmo. Até a próxima e boa sorte para o Aparício.



domingo, 28 de setembro de 2008

Tropa Alfa

Segundo o Discovery Channel, toda manada tem a Fêmea-Alfa. Resumidamente, é aquele elemento que influencia as atitudes do grupo. No caso dos humanos, a Fêmea-Alfa é a mulher que costuma decidir qual será o programa da noite, qual pizza será pedida ou qual mesa será escolhida na boite, dentre outras pequenas soluções.

A Fêmea-Alfa é, naturalmente, a líder. Ela não faz força, não exige. Acontece, e pronto. Mas, se existe o equilíbrio (o tal do yin/yang), há um elemento contrário: a Fêmea-Empata. Essa figura é presente em quase todas as reuniões femininas e tem algumas características claras:

§ Reclama de tudo.
§ Quer voltar para casa cedo.
§ Tem sempre um conselho para dar.
§ Quer tomar conta de todos.
§ Bota defeito em todos os homens que se aproximam.
§ Se acha a pessoa mais antenada do mundo.
§ Não bebe, e quando bebe fica bêbada e ainda mais chata.

Enfim, a Fêmea-Empata é a Fêmea-Alfa do Mundo Bizarro. Ela anda com uma nuvem negra sobre sua cabecinha atribulada.

Estou explicando os perfis de uma e de outra para poder contar a história de Demóstenes, guerreiro calejado por muitas madrugadas na esbórnia. Sua estratégia de approach é observar o grupo (mulher está sempre em bando, reparou?), escolher o alvo e identificar a Alfa. Ao fazer contato com a manada, ele tenta ser simpático especialmente com a líder. Se ela o aprovar, ele poderá investir no seu alvo primário sem perigo de que o grupo torça o nariz e o afaste.

Parece estúpido, mas Demóstenes jura que funciona.

Numa dessas investidas, Demóstenes conquistou a aceitação da Alfa e passou a descascar sua lábia cafajeste no ouvidinho de uma morena de olhos verdes. Tudo ia bem, até que:

- Lucinha, vamos para casa? – uma garota se intrometeu no papo, que fluía lindamente entre Demóstenes e a Moreninha.

- Agora? – o casal respondeu ao mesmo tempo.

- Tá tarde.

- Morgana, nem deu três horas ainda – Moreninha sabia que a noite é uma criança. Demóstenes, por sua vez, reconheceu a Fêmea-Empata no ato.

- Tô cansada.

"Mulher chata dos infernos...", pensou Demóstenes, mas segurou a onda para ver que rumo a conversa seguiria.

- Olha, Morgana, pode ir. Eu vou de táxi. Não se preocupa.

- Não, não, eu levo você em casa – Demóstenes pegou a deixa. A Moreninha sorriu e concordou.

- Nãããããããão, você veio comigo e vai voltar comigo – Empata queria realmente atravancar a alegria alheia.

- Não precisa, Morgana. Deixa que eu volto com ele.

- Não concordo. Você acabou de conhecer o cara. Vai que ele é um psicopata.

Depois dessa, Demóstenes não se controlou...

- Qual é, gordinha? Vai ficar de empata?

Uma simples palavra fez o tempo fechar, e a Fêmea-Alfa não estava por perto para apaziguar:

GORDINHA!

A garota nem era gorda, mas Demóstenes tinha outra teoria:

"Se quiseres ofender uma mulher, não insulte sua mãe. Chame-a de... gordinha"

A Gordinha, quer fizer, Morgana foi possuída pelo Caboclo Xingador e recitou todos os palavrões conhecidos pela língua portuguesa – e alguns com origem tupi-guarani.

Fim da noite: Demóstenes terminou a festa sozinho, mas gargalhando horrores. Morgana (Fêmea-Empata) foi embora e arrastou a Moreninha de olhos verdes, que conseguiu deixar seu telefone com Demóstenes antes de ser abduzida.


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, todo grupo possui realmente um elemento Alfa, aquele que domina pelo carisma. Não é exclusivamente uma mulher, mas, por acaso, costuma ser. Sabe por quê? Sabe? Eu conto. Porque as mulheres exercem um domínio silencioso e eficaz. Sexo frágil é o cacete! Elas nos fazem de gato e sapato sem suar a camisa e desmanchar a maquiagem. Por causa delas, existe o gênero comédia-romântica. Por causa delas, os poetas se tornam imortais. Por causa única e total delas, os homens ficam bocós. Toda mulher tem um pouco de Leila Diniz e do talento Alfa. O lance é que algumas desvirtuam e viram Empatas. Ema, ema, ema, cada um com seus pobremas. Bom, mas a real sorte é que elas ainda não perceberam esse poder em sua plenitude. Se descobrissem, eu e você, amiguinho, estaríamos lascados. Amiguinhas, tenha discernimento na hora de aporrinhar uma outra coleguinha durante uma conversa com sexo oposto. Mulher chata é uma raça insuportável! He-Man está com a macaca hoje!!!

domingo, 21 de setembro de 2008

Horário comercial


O ambiente de trabalho pode ser um local engraçado. Por mais tenso, caótico, competitivo e agressivo, eu acho muito difícil que o lugar onde ficamos oito horas por dia (pelo menos) não tenha seus momentos assustadoramente pitorescos.

Ok, ok, ok, você já deve saber onde quero chegar.

Senhoras e senhores, curtas histórias coletadas no espaço onde se ganha o pão, mas não se come a carne – pelo menos, na teoria.

O fenômeno das cores

Noca era o responsável pela garagem em uma empresa onde trabalhei. Sempre que eu precisava ir de carro ao trabalho, ele acionava o portão eletrônico e liberava o meu acesso. Bastavam duas buzinadas curtas, e ele logo me identificava.

Um belo dia, eu mudei de carro. Na verdade, mudei apenas de cor e ano, pois a marca continuou a mesma.

Chegando ao trabalho, repeti o ritual diário das duas buzinadas ligeiras. Nada do portão abrir. Saí do carro e acenei para a câmera. O portão abriu.

De dentro da guarita, Noca berrou:

- Foi mal. Não percebi que você pintou o carro.

Inimigo oculto

Festa de fim de ano é sempre legal, mas desde que ninguém troque os presentes das pessoas por engano.

- E a minha amiga oculta... é a Giselda.

Aplausos de todos. Lindomar agachou-se para pegar o seu presente, mas percebeu que havia um outro embrulho com a mesma embalagem. Rapidamente, ele apalpou o conteúdo e reconheceu o frasco de perfume que comprou.

Sorrisinhos, "obrigados", dois beijinhos e toda aquela cerimônia.

- Abre, abre, abre... – todos fizeram coro.

Giselda resolve atender ao clamor popular e abriu o embrulho. Para a sua surpresa (e do Lindomar), era um aparelho de fazer a barba.

- Buáááááááá... seu filho de uma...

Lindomar ficou vermelho como um tomate. Giselda foi chorar no banheiro. Acabou a brincadeira do amigo oculto.

Assédio

Saí da reunião convicto de que minha cliente estava arrastando uma asinha para o meu lado. No táxi, decidi revelar minha constatação ao meu colega Josiel.

- Aracy está me dando mole.

- Não, Aracy não está te dando mole - ele me cortou.

- Como não? Você viu o abraço que ela me deu no final? Está na cara que ela está me dando mole.

- Não, Aracy não está de dando mole. Se eu te contar uma coisinha, você jura guardar segredo?

- Juro. Você está pegando?

- Não. Sabe a estagiária da Aracy?

- Sei, você está pegando a estagiária dela, seu danado?

- Não.

- Mas quer pegar?

- Quero, e a Aracy também.

Glup!

Sexo casual

E o grand finale...

Reunião agendada. Todos tomam seus lugares, inclusive uma das executivas, que já entrava em estágio avançado de gravidez. Enquanto eu ligava o laptop, Jurandir, meu colega de trabalho, resolveu ser simpático.

- Já está para nascer, né?

- Estou entrando no oitavo mês. Falta pouco.

- Que maravilha. E o sexo?

- Menino, continua uma maravilha. Eu nem imaginava que seria tão bom durante a gravidez.

Como assim???

- Errrr... não, não... veja bem... eu me referi ao sexo do bebê...



QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, He-Man está sem saco para dar lição hoje. Não vou nem me dar ao trabalho de me transformar. Então, vamos direto ao ponto: como você disse, o local de trabalho é aquele onde você passa 40 horas (no mínimo), por semana. Então, é natural que as pessoas fiquem à vontade e acabem fazendo algumas bobagens nesse período. Não tem jeito. Se você não pisou na bola ainda, irá pisar amanhã; E só! Amiguinho, evite ficar de conversinha no cinema. A pessoa na poltrona ao lado sentirá a vontade de arrancar os seus pulmões com uma colher. Até a próxima!

He-Man responde! #14


VIVI PERGUNTA:
Oi por acaso vim parar aqui. Tenho achado muita graça desses seus coments. Fala aí, são verdades, meias verdades ou invenções mesmo?!
Xau!



HE-MAN RESPONDE!
Querida amiguinha desconfiada dos causos do Surfista. Sua questão não chega a ser um enigma do outro mundo, mas deve ser a mesma de muita gente que costuma aparecer por aqui. Sendo assim, He-Man se vê na obrigação de elucidar o caso. Todas as presepadas, quero dizer, aventuras do Surfista são baseadas em histórias reais. Bom, o que rola é uma valorização dos casos, afinal existe a liberdade poética do autor. Quer um exemplo? "O Massacre da Serra Elétrica" é baseado em fatos verídicos, mas duvido que alguém tenha visto o Leatherface de verdade. Para garantir a veracidade do que foi narrado, sempre aparece uma testemunha ocular por aqui. Xau e beijo!
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domingo, 14 de setembro de 2008

O manual da tiete

Madonna!

Por onde quer que você ande, haverá alguém fazendo algum comentário sobre ela:

- E aí, já comprou o ingresso para algum dos shows?

Eu só consegui ingresso na segunda noite para o Maracanã!

Espero que vocês, cambistas do inferno, tomem um prejú abissal com seus ingressos superfaturados!

Mas, não será sobre a loira de cinqüenta anos que comentarei. Foi apenas uma justificatva para desabafar meu meu ódio por cambistas. Essa história de perrengues em shows me remeteu a um sufoco passado por duas garotas que queriam muito ver o Bon Jovi.

Para começo de conversa, eu já gostei do Bon Jovi, nos tempos em que ele era trilha de comercial de cigarro ou tocava "Blaze of Glory", "You Give Love a Bad Name", "Livin' on a Prayer", e "Wanted Dead or Alive". Era a época do rock poser, dos cabelos ruins, das calças de couro e das notas agudas. Depois disso, em minha opinião, Jon Bon Jovi virou a versão gringa do Paulo Ricardo. Enfim...

Quando souberam que Bon Jovi faria um show na Praça da Apoteose, Dora e Rita quase tiveram um infarto antes dos vinte anos de idade. Como boas fãs alucinadas, as amigas seguiram, item por item, o Manual da Tiete:

1. Enfrentar uma fila monstruosa sob um sol senegalês.
2. Pagar um ingresso caríssimo.
3. Correr o risco de furtos, agressões, bilhetes falsos, mãos bobas, e outras humilhações.
4. Dormir na fila para provar que é fã.
5. Cantar as músicas do artista ao longo da fila.
6. Vestir a camisa do artista ou banda (mesmo que seja preta, sob o sol senegalês).
7. Chorar diante das câmeras de TV.
8. Usar uma bandana ridícula.
9. Levar pôsteres, fotos e outros adereços inúteis.
10. Dar gritinhos agudos quando tiver os ingressos caríssimos nas mãos.


Na véspera do show do Bon Jovi, as amigas estavam beirando um colapso. Combinaram almoçar na casa de uma delas e depois seguir para a Praça da Apoteose de ônibus lotado ou táxi em bandeira dois.

- Amigannn, vai rolar um almoço aqui em casa. Será aniversário de um tio meu. Vamos comer aqui e depois ir ver o Bon Jovi.

- Beleza.

No dia seguinte, Dora e Rita estavam uniformizadas (incluindo um daqueles cartazes com alguma mensagem cafona) e ensaiando os refrões.

- Amigannn, qual é o almoço?

- Feijoada.

- Feijoada? Como assim? Ficou maluca?

- Relaxa, amigannn. A gente come só um pouquinho de couve, um arrozinho básico e só. Se bobear, rola até uma saladinha.

É ruim, hein?

Segundo narrativas, os pratos das meninas deixariam muitos estivadores envergonhados. Depois da orgia da feijoada e de umas boas rodadas de cerveja, as amigas seguiram para o evento de suas vidas.

Para não fugir do protocolo, encararam outra fila desumana sob o mesmo sol africano e com os mesmo gritos histéricos.

Faltando pouco para o show começar, Rita sentiu o óbvio: a feijoada com farofa e a cerveja começavam a criar caso com as enzimas digestivas.

- Rita, eu estou passando mal. Acho que vou vomitar.

- Dorinha querida, não brinca com isso. Respira fundo. Quer água?

- Quero.

- Não tem água. Respira fundo e concentra.

- Já estou melhor.

- Isso mesmo. Continua respirando.

Parêntesis: será que, nessas horas, a pessoa que se acha médica não raciocina? Será difícil lembrar que se parar de respirar, a criatura morre?

As luzes se apagam e a gritaria se intensifica. O palco se ilumina. Rich Sambora castiga a primeira nota da música de abertura. Todo mundo pula e se esmaga.

- Dorinha, você está melhor? – Rita gritou a plenos pulmões no ouvido da companheira.

- Sim, estou legal. Obrigada. Liiiiiiiindooooooooooo! Liiiiiiinnndoooooooooo!

- Então, vem comigo que eu estou quase vomitando – sem esperar a resposta, agarrou a amiga e puxou para longe do Jon Bon Jovi, do palco, das luzes e do escambau. Rita quase desmaiou, quase vomitou e quase perdeu a amiga para sempre. Ambas viram o show inteiro através do telão.


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, se você oferecer para um garoto ou garota com idade entre 16 e 23 anos um camarote com ar-condicionado, bebida gelada, espaço e conforto, a resposta mais provável será um não. A molecada gosta é de ficar no aperto, no empurra-empurra, com todo mundo suado, fedendo e berrando ao redor. Você mesmo sabe muito bem disso, pois te conheço muito bem. Do alto de minha infinita sabedoria, admito que certos shows são melhores quando vistos do meio da muvuca. Não imagino um show do Green Day visto de uma poltroninha careta. Enfim, né? Amiguinho, em dias de eventos que exijam grande esforço físico e desgaste, procure beber muita água (eu disse água) e alimentação leve. Nada de feijoada. Até a próxima!!!


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A aldeia global do Papai Smurf #9



NA TELONA: Papai Smurf tem uma característica até comum: ter vergonha por outras pessoas. Tipo assim: quando um ser humano paga mico em público, eu fico envergonhado. Por essas e outras, fiquei vermelho do começo ao fim de "Mamma Mia". Nesse filme, a Meryl Streep canta, o 007 canta, o namorado da Bridget Jones canta, todo mundo canta. Como se não fosse o suficiente, essa galera canta músicas do Abba. Quem teve a infeliz idéia de que o Abba é cult? Pelo que eu saiba, "Dancing Queen" é a música que entra nos finais de festas de casamento, quando as tias já estão bêbadas e a noiva já está sambando descalça. Sendo assim, evite essa cantoria toda e salve a imagem do Pierce Brosnan como um bom James Bond. Para não dizer que nada se salva, as locações mediterrâneas são lindas. Mas, e daí? Evite!


NA TELINHA:
Antes que digam que Papai Smurf não gosta de musicais, é bom que fique bem claro que não gosta mesmo. Portanto, seria molinho descascar "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet". Johnny Depp canta, Helena Boham Carter canta, Alan Rickman canta, todo mundo canta. Mas, a história é excelente, a fotografia é fabulosa, os atores brilhantes e o clima gótico é a especialidade do Tim Burton. Além disso, "Sweeney Todd" é original. Ou você conhece outro filme de terror cheio de sangue e violência que tenha virado um musical?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Um ano platinado!

Caramba, passou e eu nem percebi - e olha que não é força de expressão. Fui lembrado, por uma brilhante leitora, que o Surfista Platinado completou um aninho de existência, e eu não me toquei. Que absurdo!

Fico muito feliz pelo crescimento desse cafofo e pelos olhos atentos de todos. Esse blog existe por vocês e para vocês. Muito, muito obrigado!

E, como é de praxe, vou selecionar os oito textos que mais gostei, nesse ano de aventuras:

- Maldito Pato Donald

- Eu odeio casais felizes

- Um engov antes e outro depois...

- Coração de pai

- Aquele sentimento que inspira as canções bregas

- Quando vou comer a Angelina Jolie?

- Vem cá, meu cuti-cuti!

- Mulheres possíveis

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O baile do diabo

Quando era moleque, cansei de ouvir minha mãe cortar minhas asinhas quando eu bem tentava cair na noite:

- Nem pensar. Quando crescer, você poderá sair quantas vezes quiser.

Sem muita escolha, o jeito foi esperar até os dezessete. Com "quase-dezoito" já rolava uma negociação mais aberta e o atestado de confiança veio no dia em que ganhei a chave de casa. Naquele momento, eu poderia exercer plenamente o meu direito de ir e vir.

Ê, mundão sem porteira, se segura que eu tô chegando!

Não lembro bem da minha primeira folia noturna, mas Evaldo nunca esqueceu da sua estréia em bailes de carnaval. Distante dos tempos de micaretas, abadás em Salvador, trios elétricos e outras modernidades, a obsessão era os bailes noturnos do Rio de Janeiro. Quando a gente, na flor da molequice, pensava nesses eventos, a primeira imagem que vinha à mente era das transmissões ao vivo da Rede Manchete.

Muitos do leitores nem sabem o que foi a Rede Manchete... Putz, estou virando um fóssil.

Nessas folias, Otávio Mesquita, Rogéria e outros aspirantes a repórteres de segunda percorriam os salões animadíssimos do Rio. Muitas mulheres peladas circulavam pelo ambiente com birita até o talo. Os marmanjos até podiam tirar uma casquinha, enquanto sorriam para a câmera da Manchete e mandavam um beijinho para a mamãe.

Evaldo, amigo meu, e mais três comparsas souberam que Otávio Mesquita e a TV iriam dar as caras no famigerado Baile do Diabo, no América F.C. Ao saberem desse notícia, a equação foi óbvia:

Evandro Mesquita e TV Manchete + Baile do Diabo = Mulherada soltinha.

Com 18 anos recém-completos, Evaldo e sues bluecaps compraram ingressos para o baile com as intenções sórdidas de passar a mão em, pelo menos, uns quinze peitinhos e doze bundas. No dia D, eles estavam indóceis e ávidos para cair na folia do simpático clube do América, lá na Tijuca. Chegaram até a avisar aos amigos e pedir que gravassem o programa noturno, pois eles iriam fazer história no Baile do Diabo.

Momento informativo cultural: O América é o segundo time de todo carioca. Talvez seja como o Juventus, em São Paulo.

Chegando lá, a impressão foi boa: movimento na porta e a bandinha castigando "Cidade Maravilhosa" lá dentro. Nem sinal da TV Manchete.

Entraram e subiram as escadarias aos atropelos, como se fossem gnus estabanados fugindo de algum leopardo. O alvo era o salão, de onde a banda arregaçava o refrão de "A Turma do Funil", um excelente presságio.

"Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe
Mas ninguém dorme no ponto
Aí, aí, ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos"


A tropa arisca adentrou o salão e foi tomada por um misto de pânico e surpresa. Uma multidão de casais quarentões sambava e jogava nuvens de confete para o teto. Evaldo foi possuído pelo medo de esbarrar com seus pais brincando no trenzinho que cortava a massa de meia-idade.

- Evaldo, cadê a putaria? – perguntou o primeiro comparsa, já sentindo que a vaca estava rumando, lépida e carnavalesca, para o brejo.

- Calma, daqui a pouco melhora. A Manchete deve estar chegando e as gostosas sairão da toca - Evaldo tentou acalmar o pelotão.

Foram beber para relaxar e, de quebra, fazer valer a maioridade. O tempo passava e o cenário não mudava. Lá pelas tantas, Evaldo decidiu tentar a sorte com uma colombina que tinha menos de 40 primaveras (e 80 quilos). Chegou junto com uma latinha de Kaizer na mão e muito amor no coração. Como a moçoila também já estava para lá de Marrakesh, não foi preciso argumentar muito. Em sua estréia no carnaval noturno, o rapaz deu umas bitocas e ainda passou a mão em uns peitinhos. O approach foi considerado uma vitória. Em poucos minutos, abandonou a presa e partiu para a outra.

Em dado momento da madrugada, um dos amigos de Evaldo percebeu uma luz forte e uma movimentação estranha. Era a Rogéria e a comitiva da Rede Manchete. Atravessaram o salão com um índice olímpico inferior ao tempo do Usain Bolt. A entrevistada sorridente era justamente a colombina que caiu na lábia de Evaldo momentos antes. Cheio de si, ele fez questão que os camaradas vissem que a sua caça estava em rede nacional.

- Colombina, você é muito bonita - Rogéria berrou no microfone e no ouvido da mulher.

- Obrigada – a foliã berrou de volta. O diálogo seguiu aos gritos, mais ou menos, assim:

- Você está vindo de onde, gostosona?

- De Nova Iguaçu.

- E qual a sua graça?

- Sheila.

- Sheila?

- É.

- Bofe, diz a sua graça de verdade.

- É Xorxe - o nome era Jorge, mas a pronúncia da colombina foi essa. Assim, ela tratava-se de uma pioneira na língua do X.

EPÍLOGO:

Evaldo jurou que só deu um estalinho, mas foi sacaneado por anos a fio. Para a sorte dele, ninguém gravou o programa. O Baile do Diabo nunca mais foi visto com os mesmos olhos.
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QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, a moral será rápida e rasteira: não se deve acreditar nesses programas de carnaval. He-Man, macaco velho dos carnavais de Etérnia, sabe muito bem que aqueles peitos nus que balançam nos bailes dos Scalas são armações da produção. Depois que a criança descobre que Papai Noel, a queda do mito do baile de carnaval é a segunda grande revelação em sua vida. Vivendo e aprendendo. Amiguinho, quando torcer o seu pezinho, aplique uma bolsa de gelo na área dolorida. Se as dores persistirem, procure um médico imediatamente. Até a próxima!!!

Chá de sumiço com torradas

Não costumo falar dos meus momentos atuais, pois esse brinquedo não é um diário. Mas, meu recente sumiço merece uma explicação – até como consideração e respeito à galera que aparece por aqui e prestigia o Surfista Platinado.

Andei longe, eu confesso. Mas, a razão é das melhores: estou perdidamente apaixonado. Estou amando como nunca estive. Quem? Quem? O meu trabalho, ora bolas. Depois de um período (positivo) trabalhando com construção civil, eu voltei ao meu universo, ao meu quadrado. E, modéstia lá longe, voltei em grande estilo. Ando tão feliz que até concluí o projeto final do MBA, aquele que estava sendo empurrado com a barriga há meses.