quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TOP 10 - Temporada 2009/2010

Ah, quase esqueci do tradicional top 10. Eis o que mais curti na temporada 2009/2010.

:: O que fazer quando se sofre por amor?
Por quê?
Porque é uma questão universal e a bola foi levantada por um leitor que caiu de paraquedas por estas bandas. Acho que foi um dos meus textos mais comentados.

:: A vida em reprise
Por quê? Ainda numa onda de refletir sobre o sentido das coisas, escrevi esse depoimento sobre o medo lascado que tenho da rotina.

:: A fina arte da revanche
Por quê? Ah, histórias de vingança sempre atraem a nossa atenção. Ainda mais quando ela fica estampada na pele do vilão.

::A história de Adélia e o folião duplo
Por quê? Porque é uma divertidíssima presepada carnavalesca de uma amiga querida.

::A missão de Zé Américo e a mulher de fogo
Por quê? Presepadas e estripulias fazem parte deste blog, mas nunca soube de uma aventura que acabasse com incêndio e calote.

:: Diários de bicicleta
Por quê?
Depois desta aventura, eu entendi a razão do ciclismo ser um dos esportes mais perigosos do mundo.

:: O meu sangue ferve por você
Por quê? Ora, um texto em homenagem ao grande mestre Sidney Magal não carece de explicações.

:: O primeiro encontro em 10 dicas
Por quê? Em uma bateria de listinhas, este foi um dos meus favoritos por tratar de um assunto delicadíssimo.

:: Armani Code
Por quê?
Porque tem uma musa e uma história bonita. Quer coisa melhor?

:: A capa da Playboy
Por quê?
Você deixaria a sua amada posar pelada? Questão sinistra, hein?


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, comentar listinhas particulares não faz parte do meu job description...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O oficial de pernas curtas

Começo usando logo um clichêzão: de médico e louco, todo mundo tem um pouco. Lupcínio não era médico. Era louco mesmo. Aos vinte-e-poucos anos, já era capitão da Aeronáutica e frequentava as aulas da PUC vestindo uniforme das forças armadas com divisas e o escambau. Era um militar típico, com barba e cabelos impecáveis, conservador, sério e origem de família extremamente católica. Enfim, era um milico nato.

Lupcínio começou a namorar Zulmira, que também estudava na PUC. O casal parecia ter tudo a ver, pois a família dela também tinha um pezinho no quartel. Em um dos almoços de domingo, a guria levou o seu amado para conhecer a parentada toda, inclusive o avô, Dr. Arquimedes.

- Então você é da Aeronáutica, meu filho? – puxou papo o ancião Dr. Arquimedes.

- Sim, senhor. Com muito orgulho.

- Eu tive uma passagem por lá também, meu filho. Foi coisa pequena, mas inesquecível.

Tal e qual o Vovô Simpson, Dr. Arquimedes desencavou histórias da sua juventude. Lupcínio ouvia tudo com atenção e pontuava os causos com as suas próprias experiências, incluindo a citação a nomes dos seus superiores.

Vovô Arquimedes se recolheu após o papo e deixou o garoto com os papos da família. No dia seguinte, o bicho pegou.

Vovô Arquimedes não era apenas um ex-soldadinho da Aeronáutica. Era um brigadeiro reformado com mais medalhas que o Michael Phelps em três olimpíadas. E os seus contatos com a corporação continuavam firmes e fortes, especialmente no que diz respeito aos nomes dos oficiais de altas patentes. Zeloso pela netinha, ele desconfiou das referências de Lupcínio, gente que nunca ouvira falar. Temendo pela própria memória, ele lançou os nomes citados em todas as bases do Brasil e exterior. Dias depois, descobriu que eram todos inexistentes.

A casa caiu...

Um belo dia, Lupcínio estava na PUC, curtindo a aula de O Homem e o Fenômeno Religioso, quando foi visitado por um advogado da Aeronáutica e um oficial de alta patente. Ambos queriam alguns esclarecimentos sobre a sua farda, suas divisas e a história de ser capitão aos vinte e poucos anos.

Lupcínio caiu em desgraça e quase foi preso. Sumiu da PUC, da vida de Zulmira e dos colegas que me brindaram com esta história. Aliás, não sumiu totalmente.

Epílogo...

Meses depois, uma ex-colega de Lupcínio estava em Niterói, simpática cidade do outro lado da Baía de Guanabara, e passou por uma igreja. Sua atenção foi fisgada por uma presença conhecida no altar. Ela parou, entrou e, boquiaberta, reconheceu o ex-milico-fajuto vestido de padre e rezando a missa.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, somos todos passíveis a uma mentirinha aqui ou ali. Até o He-Man, Master of Universe, por mais que isso não ocorra quase nunca. Mas quando as mentirinhas granham proporções astronômicas, a brincadeira vira aquela doença chamada mitomania, um distúrbio em que o cidadão inventa uma história absurda e passa a viver nela. É fogo, amiguinho! Como a mentira tem pernas curtas, o safado... quero dizer, o mitômano sempre corre o risco de ser apanhado dentro das suas próprias epopeias. Amiguinho, fuja das fofocas com o vampiro foge do alho. Quando tiver algo a dizer, não use intermediários. Até a próxima!!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A maldição da calcinha bege

Mais um texto resgatado do período em que eu batia ponto no divertido Caixa Preta. O tema foi o efeito assombroso que as calcinhas beges causam na libido masculina. Pelo menos, a moral da história é inédita. Vamos ao que interessa:

Era uma vez...

Uma das mais preciosas lições que aprendi com as mulheres é: "elas sempre estão no comando". Anote isso, pequeno jedi, e guarde na carteira ou cole na porta do seu armário para que você nunca esqueça. Por mais que, vez ou outra, elas caiam de paixão por um homem, a vantagem é sempre feminina. Com toda essa dianteira, eu fico pasmo como elas ainda caem em armadilhas tão estúpidas. Detalhes insignificantes que apagam o fogo de qualquer garanhão e diminuem o maior dos tesões. Coisinhas mínimas. Coisinhas... beges.

Argh, bate na madeira! Como eu odeio o bege. Vade retro!

Pensa comigo, minha amiga leitora, você conhece um cara bacana. Ele consegue adjetivar substantivos compostos, opina bem na maioria dos assuntos, lhe dá atenção, é boa pinta, aparenta tomar banho com relativa frequência e demonstra desejo pelo sexo oposto. "Esse é meu número", pensa você. Eis que o galante pretendente chama você para um programa a dois. Você aceita e logo planeja a produção. Aí, eu me pergunto:

Na hora de montar o figurino, o que passa por sua cabecinha para escolher logo aquela maldita calcinha bege?

Minha querida, o sujeito pode lhe convidar para assistir a uma missa do Padre Marcelo Rossi, mas você tem que estar precavida. Seja lá qual for a hora do dia ou da noite, escolha aquela pecinha preta. Se você quiser fazer uma graça, escolha a vermelha. Se você estiver muito otimista, não escolha nada. Vai com uma folha de parreira. Mas jamais cogite uma lingerie bege.

Bate na madeira! Toc, toc, toc.

Vou tentar explicar a situação por analogia. Voltemos ao encontro com o galã citado. O programa é legal e o cara está jogando bem. Ele usa Polo Black, é gentil na medida certa, tem boas piadas e, melhor ainda, desperta os seus arrepios na nunca. "Vou dar pra ele", decide você. Nessa hora, o controle está na sua mão e ambos concordam em dar um pulinho no motel para analisarem a decoração medieval. Os beijos acalorados fazem o casal esquecer da arquitetura e roupas são arrancadas ferozmente. Nessa hora, você se depara com uma cueca do Ursinho Pooh. Aposto um jantar que você pára e pensa "mas que zorra é essa?".

Multiplique essa frustração por mil e você compreenderá o que um homem sente ao se deparar com um item bege debaixo da saia da mulher desejada. Entre ele e o objeto de desejo e volúpia, uma tenebrosa calcinha bege. Se for no modelo calçolão, aí é pedir o chapéu e ir para casa.

Amiga, leitora de Marie Claire ou admiradora da Marília Gabriela, seja uma revolucionária. Convoque amigas, vizinhas e até a sua mãe e faça como suas rebeldes antecessoras. Monte uma fogueira em tons beges e mande brasa. Se faltar querosene, pode me chamar que eu paro qualquer atividade para ajudar. Seria um ato para o bem da nação masculina.

Faça um favor para si e para seus namorados, peguetes, amantes, maridos ou frequentadores eventuais: não permita que nada na cor bege exista em seus guarda-roupas, especialmente nas gavetas. Garanto que novos horizontes se abrirão em sua vida sexual.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, você está muito relapso com o blog. Além de deixar este muquifo às moscas por um tempão, ainda tem a cara de pau de retornar com um "vale a pena ver de novo". Ah, qual é? O meu contrato não prevê que eu gaste a minha extraordinária sabedoria em republicações. Mas, como o seu público não tem nada a ver com isso, vamos à genial moral da história. Buenas, a calcinha bege é feiona? Sim. Mas e daí? O que interessa está além do bege, captou? Pronto. Rapidinho. Amiguinho, não fique aos berros no telefone, pois as outras pessoas não precisam participar da sua conversa. Até a próxima (que espero não demorar tanto)!!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O monstro do armário feminino


Alguns acontecimentos são bem particulares ao universo feminino. São coisicas micras, mas extremamente ligadas à essência de toda mulher. Podemos citar a gravidez, a menstruação, as cólicas e o nosso tema de hoje: o desespero de estar diante de um armário cheio de roupas, mas não encontrar nada para vestir.

Antes de cair matando nesta peculiaridade fêmea, vamos verificar a linha de raciocínio do macho que não toma mel, mas mastiga a abelha.

Os homens, mesmo os mais metrossexuais e papagaiados, vestem um jeans, uma camiseta branca, o All Star companheiro e estão prontos para o que der e vier. Algumas peças do vestuário do macho transcendem a um nível superior. Já presenciei desabafos de namoradas aflitas diante da paixão do seu par por uma bermuda surrada e xexelenta. Minha mãe, por exemplo, cultiva um ódio jurado por um tênis Adidas preto que adoro. O bichinho está quase rasgado, quase furado, mas é o meu calçado mais confortável. Ela não entende tanto apego.

Mulheres não compreendem a cumplicidade entre um homem e certas peças do seu armário e ponto final.

Mas voltemos ao dilema da moça diante do seu armário lotado. O móvel tem calças, vestidos, blasers, casacos, cintos, lenços, saias, echarpes, blusinhas, camisetas e shorts das mais variadas cores, modelos e procedências, mas ,miraculosamente, nada serve. Até as incontáveis combinações entre peças não agradam. Isso se não contarmos com a importância crucial do sapato.

Putz, o sapato...

Homem tem tênis e sapato social para trabalhar ou ocasiões mais sofisticadas. Mulher tem rasteirinha, sandália, scarpin, tamancos, botas, Keds, galocha e aquela Havaianas florida que brilha no escuro. E, espantosamente, nada combina com as milhões de roupas desejadas para aquele exato momento. Nem aquele sapatinho lindo que foi comprado ontem em uma promoção im-per-dí-vel.

Quase em pânico, elas separam uma combinação X, mas testam outras 15. Plenamente insatisfeitas com tudo, voltam à primeira escolha.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, aqui em Etérnia, a gente não passa esse perrengue. Teela tem uns dois closets lotados com o mesmo maiô de chacrete. É meio anos 80, mas nunca sai de moda. A Feiticeira muda a combinação das penas de forma tão discreta que ninguém nota. Vai me dizer que você acha que ela nunca trocou de roupa no Castelo de Grayskull? Eu, por exemplo, seria outra pessoa sem a tanga felpuda e as botas do Conan. Putz, esta moral não está condizente à virilidade e masculinidade do imponente He-Man. Escorreguei na análise. Enfim, quando uma moça lhe perguntar se gostou da roupa, seja rápido na resposta: "Uau! Está linda! Esta roupa é nova?". Você somará pontos preciosos. Vai por mim, que tu se dá bem. Amiguinho, visite um dentista pelo menos uma vez por ano. Até a próxima!!!

PS. Quer ver uma mulher aterrorizada? Ligue para ela e diga: "vamos jantar naquele restaurante que você sempre quis. Passo aí em 15 minutos. Daqui a pouco, eu interfono para você. Até já. Beijo".

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Manual para aquele que não entende (quase) nada de vinho

Com o inverno bombando e o friozinho instalado em boa parte do Brasil, um bom vinho torna-se essencial para reuniões sociais ou programas a dois. Novidade nenhuma, né? Mas esta nobre bebida ainda é cercada por uma névoa de dúvidas: que vinho escolher? O que é Malbec? O que é um enólogo? Quem só conhece Sangue de Boi deve queimar no mármore do capeta?

Divagando sobre o assunto, a querida Maria (do ótimo Blog da Maria) e eu trocamos figurinhas sobre este delicioso assunto. O texto partiu dela. Dei alguns pitacos e voilá: um manual maroto para aquele que não entende (quase) nada de vinho.

***

Embora hoje muita gente já demonstre uma certa curiosidade por conhecer os vinhos mais a fundo, nem todo mundo tem tempo, dinheiro, interesse ou paladar aguçado para se dedicar a tal tarefa. E, afinal, não há necessidade de tanta burocracia para um prazer tão simples. Então, eu (Maria) separei algumas dicas, baseadas em situações pessoais, deixando bem claro que meu conhecimento de vinhos se resume a: sentar, pedir, beber, achar bom ou achar ruim, e deixar o conhecimento técnico-científico para os experts. Então vamos lá:

1. Experimentar. Nos últimos dez anos, o mercado brasileiro de vinhos melhorou muito. Hoje, é possível encontrar boas garrafas a preços razoáveis, tanto nacionais quanto estrangeiras. Assim, quando for ao supermercado, arrisque comprar alguma coisa dentro do seu orçamento naquele dia e experimente. Às vezes, há um funcionário na própria seção de bebidas para lhe dar uma ajudinha.

2. Ainda na experimentação, há outra estratégia legal: combinar com os amigos de ir a uma casa de vinhos e estabelecer um preço. Cada um escolhe uma garrafa dentro daquela verba e todo mundo experimenta. Também, se não for muita gente, dá pra fazer isso no próprio supermercado e depois seguir pra casa de alguém para a "degustação". Uma coisa é certa ao seguir esta dica: você se divertirá com os amigos!

3. Interessante pode ser a combinação de preços com nacionalidades ou tipos: espumantes brasileiros, brancos chilenos, tintos espanhóis etc. É uma orgia de cores, sabores e nacionalidades.

4. Bom senso é importante. Uma taça do vinho da casa em qualquer lugar é altamente arriscado. A chance de beber um vinho de garrafão que mais parece Fanta Uva é imensa. É melhor pedir uma cerveja ou provar uma dose antes.

5. Ao sair com alguém para jantar, há inúmeras possibilidades. Deixe a outra pessoa escolher, caso ela saiba um pouquinho mais sobre vinhos do que você. E se você é a convidada que sabe um pouco mais, não abuse só porque é o cara que vai pagar a conta.

6. Pedir dicas ao garçom, ao mâitre ou seja lá quem se responsabilize por isso no local é válido. Na verdade, quase sempre é uma boa ideia. Mas,lembre-se de dar uma faixa de preço para não tomar um susto depois.

7. Geralmente, vinhos caros são bons. Mas, pagar pelo que você não pode é tanta pagação de mico quanto ficar rodando a taça o tempo todo com aquele ar de especialista francês.

8. E por falar nisso, se você não fez um curso de vinho, o ritual completo é dispensável, afinal, você estará apenas representando mesmo. Então, ao ser servido para a experimentação, rode um pouco a taça, com cuidado pra não molhar o vestido novo da sua companhia. Cheire o vinho pra se certificar que não há cheiro de vinagre. Dê uma olhada na rolha e cheire-a pra ver se não tem odor de mofo ou outro aroma ruim. Se houver qualquer coisa errada, recuse.

9. Como muitas outras, a relação com vinhos depende essencialmente da sinceridade a respeito do que você gosta ou não gosta. Beber vinho é uma questão de sentido e sentimento, e não ciência. Então não se intimide e divirta-se!

Tim-tim!

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, agora você deu para fazer crossovers entre blogs. Sorte a sua que a convidada é gente do mais fino trato. Aliás, He-Man explica o que é esta bagaça. Na linguagem dos quadrinhos, crossover é quando dois personagens de editoras diferentes se encontram em uma mesma história ou revista. É como Super-Homem VS. Hulk, Batman encontra Homem-Aranha ou X-Men VS. Turma da Mônica. Ah, o Homem Mais Poderoso do Universo está tão nerd hoje. Amiguinho, use o computador apenas com as mãos bem limpas. Caso contrário, seu equipamento vai ficar todo melecado. Até a próxima!!!


PS. Se tudo der certo, você terá uma vontade intensa de beber vinho agora.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tchau, vuvuzela!

A Copa acabou. A Espanha foi campeã e eu estou quase perdendo o timing de escrever algumas considerações sobre a festa máxima do futebol. Então, antes que as vuvuzelas se tornem uma lembrança distante (obrigado, ó Deus!), vamos ao que interessa:

- E falando nelas, a Copa da África do Sul serviu para constatar que as vuvuzelas são obras do demônio e foram criadas para atormentar os homens de boa vontade.

- Franz Beckenbauer fala inglês que nem o Arnold Schwarzenegger. Sempre que eu ouvia uma entrevista do Kaiser, eu imaginava Arnoldão vociferando "I'll be back".

- As discussões femininas sobre futebol foram profundas. Tipo "qual jogador da Copa você pegaria?". Até onde acompanhei, o goleiro da Grécia estava bem cotado. Pois é, os goleiros são de matar.

- Falando em pegação, Iker Casillas pegou tudo dentro de campo... e fora dele também. A repórter que o diga.

- A musa do torneio foi paraguaia. E isso não é uma piada.

- Não sei se eu estou forçando a barra, mas achei o Joachim Low (técnico da Alemanha) parecidaço com o Moe (um dos Três Patetas). E pegando o gancho alemão, o Özil também lembra muito o comediante Fernando Caruso.

- Já que o Joachim Low entrou em discussão, digamos que ele foi protagonista da cena mais grotesca da Copa. Ah, ou você "digeriu" numa boa a cena das melecas?

- Pelé acertou!!! O Rei indicou a Espanha como a sua favorita e, pimba!, os espanhóis ganharam! Peraí, um polvo também acertou. Aliás, o simpático molusco mostrou que entende muito de futebol. Hmmm, seria a lógica dos bolões, onde quase sempre dá zebra?

- Galvão mobilizou a primeira grande campanha do Twitter. Passou a onda, Galvão continua falando e sua conta bancária continua abarrotada.

- Não sobrou nenhuma piada inédita sobre o Dunga.

Inté 2014!

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, ainda sobre a Copa? Você parece aquela turma que comemora as festas juninas em agosto. Mas, vá lá. Enquanto os canais ainda estiverem transmitindo os repetecos dos jogos da Espanha, você está minimamente no contexto. Enfim, acabou a Copa e podemos falar sobre outras trivialidades. Amiguinho, não tente adivinhar os caminhos. Pedir informação é muito, muito, muito mais sábio. Até a próxima!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O paraíso é logo ali - Parte III (Fechando a trilogia)

Da esquerda para a direita: Isabella Saes, Fernando Caruso, Léo Jaime e o Surfista Platinado - pela primeira vez botando a cara no blog (e sorrindo, para mostrar que tem todos os dentes).

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, se vergonha alheia matasse, o Homem Mais Poderoso de Etérnia seria um cadáver agora. Todo pimpão na foto, hein? Mas, vá lá, confesso uma leve brisa de orgulho por seus minutinhos de fama. Mas lembre-se: se não fosse pelo meu carisma incomensurável, seu bloguinho seria mais um na infinita highway da Internet. Parabéns, rapazinho!

O paraíso é logo ali - Parte II

Moçada, hoje, dia 12/07, a partir das 17h, vou participar do programa Hora do Blush, da rádio SulAmérica Paradiso. O convite surgiu depois que este humilde cafofo foi eleito o Blog do Mês pelo programa. Como sou arroz de festa, topei e vou conversar rapidamente com Isabella Saes, Léo Jaime e Fernando Caruso. Como você pode ver, estarei em ótima companhia, diga-se de passagem.

Então, lá pelo horário do chá das 5, sintonize em 95,7 FM (se estiver no Rio) ou dê um pulinho lá no site da SulAmérica Paradiso e ouça a Hora do Blush. Aproveite o embalo, e participe também do programa mandando tweets (@sparadiso) ou e-mails (horadoblush@sulamericaparadiso.com.br).

E mais uma vez, obrigado pelos seus pitacos e olhos sempre atentos. Esse momento especial está acontecendo (perdão pelo "gerundismo") graças à você, aí do outro lado da telinha.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Banho de povo

Conheci a expressão "banho de povo" em Recife e adorei. Resumindo, trata-se da entrada do indivíduo em um ambiente com uma cacetada de pessoas por metro quadrado. É a ocasião em que a multidão se torna um organismo único, fedido e suado. Conheça algumas situações em que você corre o risco de tomar um banho de povo:

Estádio
Lembre-se, não pode ser qualquer um. Tem que ser um estádio em dia de clássico regional com título em disputa e calor de quase 40 graus (à sombra). Tipo Fla x Flu, Corinthians x Palmeiras, Grêmio x Internacional ou Remo x Paysandu. Só tenha atenção por onde você pisa. Se você estiver vestindo a camisa do seu time e entrar na torcida errada, pode trocar o banho de povo pelo banho de sangue.

Show aberto
Seja um show na praia de Copacabana ou no Parque do Ibirapuera, a muvuca é a mesma. Pode ser uma apresentação dos Rolling Stones ou uma interpretação de uma peça do Rachmaninoff, mas lá estará o banho de povo. E sendo em ambiente praiano, a experiência é ainda mais completa. Além de esmagado, você sai besuntado com suores das mais diversificadas fontes e a marola de ervas queimadas. Um luxo só!

Micareta ou bloco de carnaval
Você não sente vontade de espancar o cara lá em cima do trio elétrico quando ele grita "vamos tirar o pé do chão, galera"? Enquanto o miserável está lá no alto, confortavelmente instalado, o folião descobre na prática que dois (ou até três) corpos podem ocupar o mesmo espaço. Neste caso, o abadá funciona como absorvente de líquidos variados: cerveja, suor, lança-perfume, vinho fuleiro, coca-cola sem gás, perfumes alheios e o champanhe que cai dos camarotes 5 estrelas.

Metrô
Ah, o meio de transporte urbano dos sonhos: ar-condicionado e nada de trânsito. Bom, na teoria é uma beleza, mas tente pegar um metrô no Rio de Janeiro ou São Paulo lá pelas 18h de um dia últil. A comparação surrada à lata de sardinha é mixuruca diante do perrengue. Acho que fica mais parecido a uma lata de palmitos: todo mundo apertadinho e na vertical. O banho de povo fica ainda mais gostoso quando se percebe que a maioria dos passageiros está no batente desde cedo e uma parcela significativa considera o desodorante um bem supérfluo e desnecessário. Hmmm, delícia!

Ônibus
Por último, o hors concours do banho de povo: o busão nosso de cada dia. O maior representante do banho de povo agrupa características de todas as aglomerações citadas. Ele é muvucado como o estádio, aromaticamente exótico como o show na praia, ritmado como a micareta e claustrofóbico como o metrô.

Para concepção do banho de povo em grau máximo, imagine sair de 8 horas de trabalho sem ar-condicionado, pegar um metrô às 18h01, passar na FIFA Fan Festival de Copacabana, curtir um show do Parangolé e voltar no mesmo ônibus que a Torcida Young Flu.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, a muvuca é um patrimônio da humanidade desde tempos imemoriais. Desde que Adão e Eva começaram a povoar o planeta, as turbas já existiam. Mas não arranque seus cabelos, pois o cerebral He-Man tem um recadinho: com a maturidade, as pessoas começam a evitar as multidões. Perceba que as aglomerações são formadas em maioria pela molecada, que tem disposição, resistência ao suor alheio e pouco dinheiro. Vai na cola do He-Man, que tu se dá bem! Amiguinho, não entre em discussões acaloradas sobre futebol. Não vale a pena. Até a próxima!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

O paraíso é logo ali

Hoje, acordei com uma sensação de que o dia seria ótimo. Como meus amigos sabem, ando meio jururu e não é toda manhã que levanto com essa vibe. Sei lá, acordei me sentindo bem e tals. Até twittei tal alegria. Se ficar feliz sem razão é gostoso, imagina quando você descobre que o Surfista Platinado é o blog do mês da rádio SulAmérica Paradiso? Obrigado, Isabella, Léo Jaime e equipe!

Caramba, que orgulho! Rumando para a sua 3ª temporada, o Surfista Platinado é um hobby que conquistou o meu carinho e a minha dedicação. Oh, graças a mim? Nem pensar. Eu escrevo, mas quem retribui com olhos atentos, e-mails generosos, tweets divertidos e pitacos maneiros é você aí do outro lado da telinha.

É você, que bate ponto por aqui para conferir minhas aventuras, meus pensamentos e meus devaneios. Sem você, esse pardieiro não duraria um mês, imagine quase três anos. Então, sem falsa rasgação de seda e bem clichê:

OBRIGADO POR TUDO! TUDO MESMO!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A lição de Ringo Starr e a vida corporativa

Gosto das dicas do Max Gehringer. Mal e porcamente comparando, vejo o cara como um Mestre Yoda do mundo corporativo - com um senso de humor mais requintado, é claro. Mesmo sem a bagagem do titio Max, eu já aprendi uma coisa ou outra da vida profissional. A principal delas não veio de um palestrante de RH ou do Roberto Justus. Na verdade, veio do Ringo Starr, o pastor belga que eu tive quando era moleque.

É verdade. Eu tive um cão com nome de Beatle. E nem era um beagle. Beatle, beagle, sacou? Dããããã...

Ringo era um cachorro bonito pra cacete. Tinha a pelugem preta e espessa, uma imensa língua rosada, olhos castanhos e um jeitão desconfiado. Não satisfeito em ser lindo, o bicho era inteligente horrores. Além de obedecer a vários comandos de voz, ele tinha hábitos de higiene exemplares. Um dia, ele foi pego em flagrante fazendo xixi na área de serviço. Tomou um esporro federal da minha mãe e parece ter compreendido o recado. Desde então, o bicho jamais voltou a fazer as suas necessidades dentro de casa. Aliás, nem na sua casinha. Quando a natureza chamava, ele adubava o gramado do quintal.

Beleza, mas o que isso tem a ver com a vida profissional? Ora, meu pequeno jedi, o bizú vem a seguir.

O grande ensinamento do cachorro é bem simples: não faça caca por onde você passa, pois as pessoas podem ver e vão lembrar. Por outro lado, se você for legal, a sua reputação lhe precederá.

Botei até em "negritude júnior" para destacar bem a mensagem.

Falando português limpinho, se a sua imagem estiver maneira, as pessoas sempre terão algo bom a dizer a seu respeito. Quando você estiver na pindaíba, o seu passaporte de volta ao topo poderá ser carimbado mais rapidamente com os elogios de quem te conhece ou trabalhou contigo. E é batata: os bons comentários surgem espontaneamente e fazem diferença. Tem mistério nisso? Não tem, né? Mas é tão óbvio que a maioria das pessoas deixa de lado.

Com a petulância de adiantar a moral do He-Man, anote na sua agendinha esta valorosa lição: seja bacana com as outras pessoas. Na maioria das vezes, atitudes legais são como bumerangues. Elas sempre voltam para onde saíram.

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, essa é boa, hein? Seu ciúme está aflorando e já tenta desestabilizar o meu espaço. Ok, ok... Só que a moral do sagaz He-Man vai além. O que você negligenciou em sua macilenta tentativa de instruir é um detalhe crucial, mané. Quando você estiver no bem-bom, nunca esqueça de estender a mão a quem precisa. Demonstre interesse pelas outras pessoas e elas farão o mesmo por você. Ah, o que seria de você sem mim? Amiguinho, não tire meleca em público. Vai que você é filmado e vira a cena mais bizarra da Copa do Mundo. té a próxima!!!

OBS: Macilento: emagrecido, pálido, descorado, cadavérico. Surfista Platinado também é cultura, rapá!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Todos os corações do mundo

Eu adoro futebol. Basta uma bola rolar em algum gramado nacional ou estrangeiro para que eu fique hipnotizado. Já me peguei vendo um jogo do Votuporanguense na Rede Vida. Já briguei com uma namorada na Copa de 2006 por causa de uma partida do Brasil. E, além de acompanhar os jogos, eu leio sobre o assunto com curiosidade de arqueólogo. Em ano de Copa do Mundo, o país respira o velho e rude esporte bretão – ainda mais com a internet consolidada na vida do povão. Não há como fugir do assunto, então vejamos o lado pitoresco desta época do ano:

Futebol total
De quatro em quatro anos, a TV fica refém do futebol. Nem a novela escapa. Se bobear, o Gianecchini comenta a partida entre Argentina e Coreia do Sul entre uma maldade e outra. Na internet, somos milhões de comentaristas e pitaqueiros. No cabelereiro, a revista Caras mostra como foi Brasil x Coreia do Norte no Antiquariu's. No "Fala que Eu te Escuto", os pastores cornetam a escalação do Gilberto Silva.

Mulheres
Em muitos concursos de Miss Brasil, o entrevistador pergunta à candidata Miss Alagoas sobre o seu time e o seu livro preferido. Ela responde protocolarmente "Brasil e 'Pequeno Príncipe'". Mas em mês de Copa, a mulherada se rende aos jogos com mais afinco. É o único período em que os homens ganham habeas corpus para ver futebol loucamente. "Amorzinho, é só uma vez a cada quatro anos", eles argumentam. "Hmpf!", elas resmungam, mas aceitam. Como represália, elas ficam de olho nas pernas dos jogadores, no sorriso do Kaká e no topete ridículo do Cristiano Ronaldo. "Ah, amorzinho. Eu só vejo esses jogadores de quatro em quatro anos", elas argumentam. "Hmpf!", eles resmungam, mas aceitam.

Bolão da Copa
Papai do Céu disse que ao se reunirem dois ou mais em oração, lá ele estaria. Durante a Copa, ao se reunirem dois ou mais pessoas, tem um bolão. Na empresa, no clube ou no boteco, as apostas correm soltas. Curiosamente, as pessoas que costumam faturar a bolada são aquelas que menos entendem de futebol. O entendido que acompanha todos os campeonatos do planeta jamais conceberia uma derrota da Espanha para a Suiça. A secretária que mal conhece o Corinthians, acha que a Suiça tem chocolates mais legais e crava lá: 1x0.

Álbum de figurinhas
Em 2010, a Panini riu à toa. A febre das figurinhas foi mais intensa e preocupante que a H1N1. Vagabundo estava matando trabalho para correr atrás do escudo da Nigéria ou do maldito Wayne Rooney, que ninguém tem para trocar. O diferente foi como as redes sociais deram uma mãozinho especial para as trocas. A internet a serviço do povo!

Galvão Bueno
"Ééééééééééééééééééé, do Brasiiiiiiiiiiil! Rrrrrrrrrrronaldinho!". É mais uma Copa no gogó do Galvão, moçada! Odiado por muitos e detestado por poucos, Galvão segue firme e forte no comando dos jogos da Globo. Nesta copa, o twitter piou o que um país inteiro clama há anos: Cala Boca, Galvão. Mostramos que quando queremos sacanear alguém, somos altamente organizado. E os gringos se desesperaram: "esses brasileiros sanguinários querem matar a pobre ave em extinção". Mal sabem eles...

Patriotada
Que beleza! Varandas coloridas, bandeiras nos carros e ruas enfeitadas realçam o nosso patriotismo. Que povo consciente, inspirado e unido. Canta o hino com a mão no peito e vibra com a pátria de chuteiras. No Brasil, ser patriota tem prazo de validade: acabou a copa, acabou o amor pela nação. E tudo volta a ser como antes.

Vuvuzelas
Ok, ok, é um elemento da cultura africana, faz parte da sociedade bafana bafana e blábláblá, mas, PQP, como é chata. Imagina ver um jogo com um desgraçado soprando esse troço nas suas orelhas? Meu medo é que a moda está chegando ao nosso país. Ai, ai, ai...

Meu nome é Jabulani
Tenho pavor dos nomes da moda. Você já imaginou quantos pais joselitos vão batizar os seus pimpolhos recém-nascidos como Jabulani, Bafana, Tchabalala, Maicon, Kaká e Vuvuzela? O governo deveria se antecipar e enviar informativos aos cartórios com uma orientação bem clara: "está sumariamente proibido efetuar registros com nomes escrotos relacionados à Copa do Mundo da África do Sul".

Pelé, o visionário
O Atleta do Século é o oráculo. Quem ele aponta como favorito se ferra antes das oitavas. O Rei elogiou a Espanha e veja o que aconteceu...

Argentina
E pelo Manual de Etiqueta do Dunga, devemos respeitar os adversários e enaltecer a esportividade. Viva o espírito olímpico e que se f#$@#%$, os filhos da !@!#$#@$ dos argentinos do car"#!#$*! Que vença o melhor, menos eles.


QUAL MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, aqui em Etérnia não tem Copa do Mundo. A seleção eterniana empatou com um combinado do Tibet e não se classificou para a festa maior do futebol. Dane-se! He-Man detesta futebol e ocupa seu precioso tempo depenando a Feiticeira ou dando um rolé com o Gato Guerreiro. Meu único e pálido interesse pela Fifa World Cup se restringe às torcedoras da Dinamarca. Amiguinho, pedir licença não tira pedaço. Até a próxima!!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Homens não são todos iguais

Mulher se queixa de que os homens são todos iguais. Discordo. Homens são diferentes entre si, mas tão previsíveis quanto um hamster na gaiola. Falo por conhecimento de causa. Sou homem, pô!

Mas, as moças não podem se queixar de que compram gato por lebre. Às mais inexperientes (sei, sei, conta outra), eu sugiro cinco filmes que apresentam detalhes importantes sobre o modus operandi dos marmanjos. Saca só:

Ele não Está Tão a Fim de Você
Tem exageros, tem um final piegas e noveleiro, tem situações bem gringas, mas vá lá, o contexto é interessante. Nesta comédia lotada de rostos conhecidos e clichês, a mulherada pode aprender uma lição de ouro: quando o cara se interessa, ele liga. Carajo, isso é tão óbvio que chega a ser genial. Se o malandro não te ligar, minha doce leitora, é porque ele está em outra. E todo homem (ou 99,5% do total) quer comer a Scarlett Johansson.


Um Grande Garoto
Filmão inglês baseado em um livro igualmente legal do Nick Hornby. Basicamente, é a história de um sujeito com 30 e poucos anos (o Hugh Grant, no caso) que vive exclusivamente para pegar o maior número de mulheres possíveis. Ele é rico sem trabalhar, não tem consciência e dirige um Audi TT – três sonhos de consumo de muito malandro por aí. Bom, a lição valiosa é que homens são crianças que cresceram. Mulheres precisam saber lidar com esse detalhe ou vão ser trocadas por "God of War 3", do Playstation.


Alta Fidelidade
O britânico Nick Hornby realmente sabe transmitir a essência do macho de verdade. Neste filme, a trama gira em torno da obsessão do John Cusack pelos cinco maiores foras da sua vida. Após terminar com a namorada, ele resgata os contatos das mulheres que o fizeram sofrer e tenta uma reaproximação. Anote na sua agendinha da Hello Kitty: homens sofrem horrores com rompimentos, mas são orgulhosos e não contam. Homens negam, mas se rasgam por dentro e raramente esquecem.


De Olhos bem Fechados
Em seu último filme, o psicótico (e magistral) Stanley Kubrick mergulha nas profundezas do ciúme masculino. De uma forma bem hardcore e tensa, ele apresenta Tom Cruise (em um raro bom papel) se contorcendo de ciúmes por conta de uma quase infidelidade da sua esposa Nicole Kidman. As mocinhas devem aprender que homens são maníacos ciumentos. Alguns têm solução, outros não. Shakespeare sabia disso há séculos e escreveu "Othello".


ABC do Amor
Quem diria que uma produção infantil poderia ser tão instrutiva. Pois esse simpático filminho gira em torno de um moleque de 10 anos que se descobre apaixonado pela coleguinha do karatê. Com várias sacadas bacanas, o roteiro mostra inseguranças, joguinhos, bobeiras e receios que os caras têm e não admitem. No final das contas, "ABC do Amor" mostra que os homens realmente são como o Leoni já cantou: "garotos como eu, sempre tão espertos, perto de uma mulher, são só garotos".



QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?

Amiguinho, quem te deu o título de porta-voz master da classe masculina? Tá se achando o He-Man, é? Vou já cortar as suas asinhas. Seguinte, homens são previsíveis, como você disse, mas são incoerentes. Cada caso merece atenção e reconhecimento antes de identificar o seu procedimento. Em todo caso, os filmes são legais. Amiguinho, ao encontrar uma pessoa que você não lembra o nome, evite chutar o nome da infeliz. Que papelão! Até a próxima!!!

Ah, aproveitando o embalo, o Homem Mais Poderoso do Universo manda um beijo para a leitora Ly Turano.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dia dos namorados macabro

O Dia dos Namorados mexe tanto com os nervos de casais felizes e solteiros convictos quanto resultado de do vestibular, FlaxFlu ou véspera de casamento. Mal e porcamente comparando, é como um filme do David Lynch: você pode odiar ou amar, mas jamais ficará indiferente.

Seja para se jogar em alguma festança de solteiros rancorosos ou batalhar uma mesa à luz de velas naquele restaurante bacana, a meta é uma só: acertar a mão. Pesquisando aqui e ali, descobri os sete pecados capitais (sob o ponto de vista masculino, é claro) na execução de um Dia dos Namorados a dois. Jogo rápido:

1. O presente é para ela, e não para você.
Já vi malandro comprar uma caixa de "24 Horas" e oferecer como presente para a namorada. O lance é que a respectiva companheira nunca gostou das aventuras de Jack Bauer. Na verdade, odiava. Neste caso, o presente era para ele ou para ela? Tic, tac, tic, tac... moleza, né?

2. Quem entende de moda é ela, não você.
Moda é uma ciência inexata, complexa e sem o menor sentido. Veja o exemplo da calça boca de sino: era in, ficou out, voltou a ficar in e está out de novo. Amanhã pode ser a nova tendência de Milão. Então, não tente adivinhar se aquele vestido laranja está na moda. Vai no pretinho básico que tem maiores chances de acerto.

3. Na dúvida, pergunte às universitárias.
Putz, moda é fogo (ou que nem a rima). Em alguns casos, até o pretinho básico pode ter pequenos detalhes, ocultos aos nossos inadvertidos olhos masculinos, que tornam a peça 100% out. Eu costumo escolher uma vendedora com o perfil da presenteada e, na dúvida, peçouma consultoria. "Por favor, me indica uma peça que você usaria. Algo em torno de X reais", eu pergunto. Na maioria das vezes, dá certo. Mulher adora dar pitaco.

Observação crítica: nessa época, vale perguntar "o que você gostaria de ganhar do seu namorado?". Se a infeliz alegar que não tem ninguém para chamar de "amoreco", mude de vendedora, pois esta pode estar cheia de ódio no peito. Ah, e, na dúvida, não liga para a sua ex.

4. Criatividade tem limites na hora do presente
Eu tive uma namorada que fazia aulas de canto. Ela mandava bem, por sinal. Pegando o gancho na sua afinidade com a música, decidi comprar um presente musical: uma pandeirola. Acho que eu devia ter tomado açaí com chá de cogumelos. Ela nunca usou o raio da pandeirola. Desde então, eu penso: "será que ela vai usar este troço ou será um devaneio da minha mente desequilibrada?". Com esse leve exercício de consciência, você desistirá de comprar garrafas de whisky, camisas de futebol, jogos de Playstation e coisas do gênero.

5. Planeje a night com cuidado
Assim como o item 6 das 10 Dicas do Primeiro Encontro, pense financeiramente antes de sair reservando uma mesa no Fasano e uma suíte imperial no Sheraton. Você pode agradar sem esbodegar o seu limite do cartão de crédito. Pense em um lugar mimoso, mas seja sensato. Putz, pedir sensatez é um problemão.

6. Não fique bêbado
Pelamordedeus, não encha o pote de cana e perca a linha neste dia. Lembre-se que ela espera um programa romântico, e isso não inclui levar você para tomar glicose no hospital. Se seu organismo for fraco para a bebida, peça uma taça de vinho para ela e uma latinha de guaraná Dolly para você. Se ela questionar a sua macheza, a sua ogrice, bota a culpa na Lei Seca.

7. Seja genuíno
Não, não é para ser como o companheiro José Genoíno, do PT (vide foto ao lado). Eu quero dizer, seja autêntico. Seja você mesmo. Seja essa flor de pessoa que conquistou a sua namorada. Ela surtou e aceitou ser a sua Primeira Dama do jeito que você é, então não precisa fazer estripulias.

E Feliz Dia dos Namorados para solteiros, casados, enrolados e afins!!!


QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, você anda muito Gloria Kalil ultimamente. Cheio de listinhas, regrinhas e blábláblás. Tá querendo ganhar uma coluninha na revista Gloss? Aliás, acho a Gloss genial: é uma Marie Claire wannabe que não tomou o seu prato de Cremogema e não cresceu. Sabe o MiniMe e o Dr. Evil? É a Gloss e a Marie Claire. Ah, voltando a você e seu momento guru... bom, agradeça ao Papai do Céu pela Internet ser esse espaço democrático e por você não morar na China. Escreva o que quiser. Vai que funciona, né? Amiguinho, ao usar o elevador é educado retorná-lo ao térreo. Até a próxima!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Smirnoff é um bom camarada

Mulheres ficam mais divertidas quando bebem. Ao contrário dos homens, elas perdem a aura de elegância e viram gente como a gente. Henriqueta, por exemplo, me contou a bela história de um dos maiores porres dos seus 23 aninhos.

Liberta, DJ!

Henriqueta chegou à festa de formatura com certo atraso e resolveu recuperar o tempo perdido imediatamente. Sem qualquer rodeio, foi ao balcão da birita e olhou no fundo dos olhos do barman.

- Eu quero um drink, mas não quero que você faça essas bebidinhas aguadas para tapear. Capricha na vodka.

- Demorou!

Quinze minutos depois, Henriqueta já estava na garupa do Bozo. Daí para frente, ela deu um trabalho imenso para a amiga-anja-da-guarda.

Amiga-Anja-da-Guarda: utensílio essencial às mulheres que bebem. A Amiga-Anja é aquela que fica sóbria e toma conta da colega manguaçada. Entre as suas utilidade está evitar que ela exagere no vexame, segurar a cabeça da moribunda na hora de vomitar e salvá-la dos tarados. Homem não tem Amigo-Anjo. Quando o sujeito fica bêbado, o camarada filma e bota no Youtube para zoar depois.


Quase à 1 hora da manhã, Henriqueta teve uma epifania de que deveria ligar para o ex-namorado e dizer um montão de verdades. Com muita dificuldade, catou o nomezinho do infeliz na agenda do celular e ligou. Disse tudo aquilo que estava engasgado. Falou, falou, falou e falou.

- Não vai dizer nada, seu babaca? Responde, vai? Otário! Manézão!

A Amiga-Anja pegou o telefone e percebeu que a amiga tinha esquecido de apertar o botão de discagem. Ufa!

Já vendo o mundo no universo paralelo do rebolation, Henriqueta foi dançar. Na primeira música, quebrou o salto do sapato. Tirou os calçados e bailou que nem o Luis Caldas: com os pés no chão viscoso. Cansou de requebrar e foi rever o amigo do bar. Tomou mais um drink calibrado na vodka e teve uma ideia legal: "ora, por que não escalar a pilastra?".

Com vestido caro, maquiagem borrada e descalça, Henriqueta se atracou à pilastra e tentou chegar ao teto. A Amiga-Anja foi resgatá-la de novo.

Não satisfeita, Henriqueta subiu em uma cadeira para (sic) "ter uma visão melhor da festa". Só não caiu por intervenções da Amiga-Anja e do santo padroeiro dos pinguços.

Fula da vida, a Amiga-Anja decidiu que o caso estava perdido. Ela tinha que levar Henriqueta para casa, para o hospital ou para o AA – o que estivesse mais perto. Para fechar a noite, Henriqueta chamou o Raul no pé do manobrista.

No dia seguinte, Henriqueta acordou com os pés imundos, suando com aroma de Smirnoff, sentindo um gosto de vassoura na boca e com uma dúvida terrível:

- Onde foram parar os meus sapatos?

QUAL A MORA DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, reza uma lenda que mulher quando fica bêbada, tira o sapato, diz que ama alguém e chora. Henriqueta só seguiu a cartilha no quesito do sapato. Enfim, vamos aos recados rápidos e diretos: 1) um Engov antes e um Engov depois, 2) durante o porre, o bêbado deve se hidratar, e 3) para finalizar, se não sabe brincar, não desce para o play. Só isso! Estou sem muita inspiração hoje. Amiguinho, mesmo dentro da bagunça, tente organizar minimamente as suas coisas. Até a próxima!!!