Essa história não tem qualquer relação com cantoras e apresentadoras infantis dos anos 1980. Qualquer relação é mera coincidência.
Vamos a uma história sobre
saliências adolescentes durante a Copa do Mundo dos Estados Unidos. Aquela do
Romário e do Roberto Baggio, lembra? Se você não lembra, não faz diferença,
pois o que importa neste relato é a aventura sexual de Cosme, hoje homem feito, mas moleque
espinhento em 1994.
Ah, Cosme contou o causo, mas não liberou
a publicação desta história. Na verdade, vai ficar
bolado comigo por relatar suas peripécias. Depois eu tento
me redimir com ele. E vamos ao que interessa.

O esquema era simples: depois dos jogos do Brasil, todos
estavam comemorando e Mara Maravilha era raptada para prestar aulas gratuitas
de anatomia e sexologia ao Cosme. A cada vitória da Seleção Canarinho, Cosme
tinha um encontro marcado com a babá e fazia valer a energia contida em seus
então 13 anos.
Com a confiança vem a desatenção. Lá pelas quartas de final,
o Brasil sapecou a Holanda e Cosme foi lá bater o seu ponto sagrado com a Mara
Maravilha. Só que neste dia, a emoção com o gol do Branco nos 3 a 2 foi tanta
que ele decidiu fazer um upgrade na relação. Em vez de usar as acomodações do
playground do prédio, Cosme teria suas lições de educação sexual a domicílio. Pena que a mãe de Cosme não comungava da mesma comoção
futebolística e resolveu voltar para casa mais cedo.
Quando tudo parecia que ia dar errado para o jovem Cosme, aí
é que deu errado mesmo. Mamãe abriu a porta do quarto e encontrou o seu
pimpolho acoplado na babá.
- Cosminho, o que é isso?
Perceba você o grau
retórico desta pergunta, amigo leitor e amiga leitora. O que poderia ser, dona Mãe
do Cosme? Uma brincadeira de cavalinho? Um canguru perneta? MMA? Custava usar um
pouco a imaginação, senhora?
Assim que Mara Maravilha se evadiu do recinto com índices de
velocidade dignos de Usain Bolt, Cosminho tomou aquele esporro protocolar vindo
da sua zelosa mãe. Depois do sermão quase interminável, Dona Mãe do Cosme botou
o moleque de castigo. O Seu Pai do Cosme soube do acontecido e foi mais
pragmático. Providenciou algumas camisinhas e fez um adiantamento da mesada
para que ele tivesse a mínima prudência de levar a moça para um motelzinho limpo.
Com dinheiro no bolso e planos maléficos, Cosme esperou pela
semifinal para recuperar o tempo perdido com Gilcimara, quer dizer, Mara
Maravilha. A babá até tentou resistir, mas acabou cedendo. No entanto, exigiu
uma condição: que não fosse mais na sua casa nem no playground, pois já tinha
passado vergonha demais.
Achei nobre...
- Claro que não, meu tesouro. Vamos para um lugar especial.
Confia em mim.
Mara Maravilha abriu um largo sorriso e foi. No entanto, Cosme
aplicou todo o dinheiro fornecido pelo pai em cinema, futebol de botão e gibis, mas para cumprir a sua promessa, rebocou “o seu tesouro” para os fundos da
Igreja de Nossa Senhora da Conceição, lá na Tijuca.
Veja que ideia bestial
digna de um garoto novo de 13 anos. Que lugar melhor para comer a babá da rua
do que os fundos da Igreja em noite de jogo da Copa do Mundo? Que primor!
Tinha tudo para dar errado. E deu mesmo. Cosme, o avarento,
e Mara Maravilha, a solícita, foram pegos novamente com a mão na massa pelos
fiéis da Igreja. Cosme quase foi excomungado e Mara Maravilha usou as migalhas
da sua dignidade e nunca mais deu para o moleque. Pelo menos, o garoto acompanhou
o jogo completo entre Brasil e Itália, com direito ao Galvão Bueno berrando “é
teeeeetra! É teeeeetra!”
HE-MAN?
Amiguinho, He-Man vai ser bem objetivo em seus ensinamentos:
não tente comer a babá nos fundos da igreja. Não tente comer a babá no seu
quarto, quando a sua mamãe pode surgir a qualquer momento. Não tente comer a
sua babá sem trancar a porta. Só tente
comer a babá se a sua alcunha for Mara Maravilha. Aliás, isso não é um nome de
guerra. Isso é marketing pessoal puro. Amiguinho, organize as suas atividades
no trabalho, na faculdade ou onde quer que seja com anotações. Até a próxima!!!
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