sexta-feira, 13 de maio de 2011

Os advogados também amam

Uma frustração que guardo dos tempos do colégio é que nunca tive uma professora gata. A melhorzinha era a de biologia da 6ª série. Ela era até bem gostosa, mas parecia o Slash, ex-guitarrista do Guns n'Roses. Na faculdade, a mesma coisa: nenhuma musa. Fora da predominância masculina, as professoras que restavam na PUC eram velhas demais. Realmente, nunca tive uma mestra para servir de fetiche. Os alunos da minha amiga Marilda não sofrerão deste trauma.

Marilda leciona em uma faculdade de direito. Ela disfarça sua beleza atrás da seriedade acadêmica, de óculos e das roupas comportadas que o clube dos advogados exige. Todavia, alguns jovens causídicos percebem a formosura camuflada da moça. Deste grupo, poucos se manifestam. Na verdade, segundo ela, nenhum deles se manifesta. Tirando uma olhadela mais sapeca, nada. Quer dizer, nada até o fim do semestre.

Com todo o rigor formal dos advogados, eles expressam seus sentimentos de uma maneira bem peculiar: email. Se pudessem, acredito que enviariam uma procuração. Pinçando algumas mensagens, ela me mostrou duas que vou compartilhar com vocês.

Número 1:

"Professora. Outro dia eu vi a senhora na faculdade, quando fui entregar a minha monografia. A senhora continua uma mulher belíssima. Se for possível, com todo respeito, gostaria que a senhora me respondesse esse email para que possamos combinar de nos vermos outras vezes e sairmos para conversar. Beijos do seu aluno, Fulano de Tal."

Caramba! "Senhora"! O garotão chama a professora para sair, porém ele não esquece da educação hierárquica. Confesso que gostei do tom respeitoso, que acaba com um "beijos do seu aluno". Sinto que ele argumenta se vestindo da inocência estudantil. Ardiloso, não?

Número 2:

"Professora, agora que cheguei ao final da faculdade, preciso dizer-lhe uma coisa que guardo só para mim desde a primeira vez que a vi em sala de aula. Sinto uma coisa pela senhora que não sei definir muito bem e nem nunca senti por mulher nenhuma. Assim, se houver alguma possibilidade de que este sentimento seja recíproco, gostaria que me respondesse este email. Mas, se não houver, tudo bem, eu entendo. Beijos do seu aluno, Beltrano de Tal"

Ah, diz aí, amável leitora do outro lado da telinha, você não sentiria arrepios diante de um email tão... tão... apaixonadamente atormentado. O menino se joga conforme a letra do Lulu Santos: "se amanhã não fora nada disso, caberá só a mim entender. Eu vou sobreviver". Ah, aplausos para o moleque! Fico sensibilizado com essa turma que se atira no escuro. Eu era assim.

Vale ressaltar que Marilda não pegou estes adoráveis universitários. Para manter a compostura (para o desespero deles), ela nem os respondeu. Olha, isso foi sádico, porém sensato. Estudante é uma raça linguaruda e a professora gostosa é um troféu inestimável. Marilda é muito mais que isso..

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA,
HE-MAN?
Amiguinho, He-Man sabe perfeitamente que os professores têm uma aura altamente erótica. Talvez seja a autoridade, o poder, o jaleco branco, os óculos, o conhecimento... sei lá. Saiba que isso acontece até lá em Etérnia. Professores são símbolos sexuais espontâneos. Se ele ou ela for gatinha, como a Marilda, a idolatria fica mais fácil. Amiguinho, não passe tanto tempo vendo porcaria na TV. Até a próxima!!!




3 comentários:

Ruiva disse...

Com conhecimento de causa, diz pra ela que ex alunos podem ser muito divertidos.
rsrsrsrs

Beijos

Sandro Ataliba disse...

Eu tive só a professora de ciências da 6ª série. Bons tempos.
Acho que a Marilda está certa mesmo. Um passo desses em falso pode acabar com a carreira dela.
Abraço

Mulherzinha Sim! disse...

Meu primeiro emprego, que hoje não tem nada a ver com a minha profissão de jornalista, foi como professora de informática em um curso. Em uma outra turma, tinha um aluno muito estiloso (não muito bonito) e popular por lá. Não me lembro exatamente quando e por que nos falamos, já que eu não era a instrutora dele. Mas desde esse dia, passou a rolar um clima. E ele sempre me desconsertava porque cismava de ir ao banheiro ou beber água no corredor da sala onde lecionava (que era metade feita de baia e a outra de vidro) e ficava olhando pra mim lá na frente da turma explicando. Só lembro que um dia a gente ficou. Ele concluiu o curso, eu sai de lá para estagiar na área de comunicação e a gente ainda continuou se pegando por um bom tempo. Foi uma experiência legal. Porém, se fosse professora acadêmica, acho que não rolaria mesmo não.